O homem no chão pede
-Uma moedinha, siô!
-Sora dá um real!
e os passantes nada vêem.
No chão da passarela escorre o mijo do pedinte
como ácida acusação aos narizes.
O mijo fede à indiferença
amarelamente, desumanamente burguesa.
domingo, maio 28, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
Primeiro e único pronunciamento a respeito de algo que não vale a pena
E uma hora enche o saco aquela palhaçada de criança que corta relações pra sempre três vezes por semana. E o pior de tudo é a insistência em fazer-se vítima. Nada fiz a não ser desistir de entender porque uma pessoa que diz gostar tanto de mim se afasta invariavelmente nos momentos em que estou mais feliz, pelos motivos menos compreensíveis. Gosto de jogos, mas não os que envolvem sentimentos, e essa é certamente a especialidade dele. Fazer-se de ofendido e sempre conseguir com que eu me sinta mal por um subentendido a respeito do qual nada posso fazer a não ser ignorar... (Já isso foi discutido um sem-número de vezes e sempre se chega ao mesmo lugar: o início.) Se eu insisto em ignorar certas coisas é para não machucar alguém que teima em assuntos há muito tempo resolvidos. Já tenho motivos suficientes para me emputecer a hora que eu quiser e nem por isso me sinto mal, pra quê lembrá-los o tempo inteiro? Pra que serve uma amizade que só existe se também existirem mil problemas que me deixem mal por semanas intermináveis? Não quero um amigo que de tão imaturo precise da minha fragilidade pra se sentir seguro. Quero amigos pra curtir comigo o quanto me sinto bem no momento. Quero amigos que se sintam tão bem pela minha felicidade quanto me sinto pela de cada um dos que tenho. Desisto e aceito (só agora aceito) que não vale a pena sustentar relações em nome dos velhos tempos. Tempos esses, importante lembrar, que , se foram bons como diz minha memória, nada devem por isso à essa amizade.
sexta-feira, maio 12, 2006
Acabei mordendo a língua a última vez que disse que esse ano de bom não teria nada.
Ter reencontrado pedaços de mim que havia perdido há muito já é suficiente pra reconhecer que os últimos meses têm sido especiais. Tudo, creio eu, por conta de pessoas que entraram ou voltaram à minha vida. Acho mesmo que estou até menos boba do que costumava ser. Mais feliz, ah, com certeza. Principalmente depois que me surpreendi ao perceber o quanto eu amo pessoas, e isso vindo de mim é digno de um feriado com festinha.
Desconfio que esse ano é o início de alguma coisa muito boa.
Tomara que não seja também o seu fim.
Ter reencontrado pedaços de mim que havia perdido há muito já é suficiente pra reconhecer que os últimos meses têm sido especiais. Tudo, creio eu, por conta de pessoas que entraram ou voltaram à minha vida. Acho mesmo que estou até menos boba do que costumava ser. Mais feliz, ah, com certeza. Principalmente depois que me surpreendi ao perceber o quanto eu amo pessoas, e isso vindo de mim é digno de um feriado com festinha.
Desconfio que esse ano é o início de alguma coisa muito boa.
Tomara que não seja também o seu fim.
Assinar:
Postagens (Atom)