sexta-feira, dezembro 29, 2006

Descrever o dia?

Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!!

É, acho que já deu pra sacar o clima... Aêêêêêêêê!!!

Navalha

"E não é que bateu?
o azul encarnou
e não é que bateu
o bom e velho, novo amor?"


Bárbara e os Perversos, bom demais. Viciei nos caras. Estão no Trama, escutem e viciem também:
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=18914

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Pela janela

Mulata, de Di Cavalcanti

Eu vi a moça passar. Da janela eu vi, ela toda de brigadeiro, andando molemente pela rua molhada. Ela molhada também da chuva, mas não corria não. A moça de brigadeiro ia reluzindo, se requebrando toda dentro do vestido folgado, com toda calma e todo o charme de seus chinelos de dedo, que seus pés faziam saltos agulha. E desfilava na passarela da calçada sobre o lixo com a fineza toda cheia de samba que é própria de moças assim. Não a chamo bela, mas tinha algum tempero não sei de quê que a fazia digna de todos os olhares que atraia. E dava quase pra adivinhar a teimosia quente e sensual que qualquer homem atende só de olhar nos olhos dela, teimosia de quem anda devagarinho na chuva, de chinelas sobre o lixo sem desandar com o rebolado. E embora não tivesse pressa, foi curto meu tempo de espioná-la. O meu pedaço de rua através da janela é curto, diabo de janela pequena. Mas tem o tamanho exato do mínimo que permite ver a poesia dessas moças, doces de chocolate. Depois que ela passou, a rua ia quase se acabando já de saudade, que não é sempre que pés dessa ordem a pisam. Da janela eu só via então no vidro meu reflexo, tão pálido. E ele ficou ali no vidro, me olhando e lamentando não ter a doçura das moças de brigadeiro.


Os de visão perfeita nunca conhecerão o prazer de um míope ao colocar os óculos pela primeira vez. Sem exageiros, é mágico descobrir que o mundo não é embaçado e mal-definido como parecia e que as pessoas podem ser reconhecidas a mais de um metro e meio de distância.


E o calor deu um tempo, mas as coisas seguem esquentando, posto que devagar.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Há poesia

na dor
na flor
no beija-flor
no elevador.

de Oswald de Andrade, que se esqueceu de dizer que também há poesia entre os prédios de Caxias.

domingo, dezembro 24, 2006

Campanha: Não Odeie o Natal

Cara, não adianta dizer que o Papai Noel é apenas um ícone nojento do "capetalismo" e todo o blá, blá, blá. Guardem vocês, críticos do Novo Testamento, seus argumentos pra provar que Jesus na verdade era um maconheiro que praticava amor livre e que Maria teve 38 filhos, cada um com um pai. Desistam: o Natal é inevitável, goste você ou não. Eu costumava detestar, mas esse ano resolvi fazer diferente. Vencendo preconceitos, ou algo do gênero. Não que eu tenha sido tomada por uma inspiração cristã vinda dos céus ou pelo furor consumista da data... É que ah, reunião familiar, aquela coisa toda... É legal. E as comidas né! Sei lá, no fim não vi muitas razões pra continuar odiando o Natal. Tá todo mundo no clima de amor e união e essas coisas todas, custa nada ir na onda. É verdade que deveriam lembrar de serem fraternos todos os dias e celebrarem coisas mais concretas e mais bonitas que o nascimento de um cara que ninguém nem chegou a conhecer... Maaas, não sejamos chatos, vamos abrir um sorriso e comer rabanada, sem dramas, sem frescuras. É tipo "deixa o povo ser feliz", sabe?

Você sabia?

Comer dá fome.

sábado, dezembro 23, 2006

"How does it feeeeel? How does it feeeeel? ...

... to be without a hoooome, like a completly unknooooown? Like a rollling stooooone?"

Dia bom com conversas despretensiosas, livros, passeio de bicicleta e vinho. Ahhh andar de bicicleta! Me senti uma clássica criança de apartamento se divertindo por dar meia dúzia de voltinhas em torno da praça. E sim, cantar no videokê é a diversão mais brega e certa pra pessoas bêbadas. A cor dessa cidade sou eu? Mas claro, e cheia de agudos desafinados.

Devia ser proibido por lei passar mais de dez dias sem fazer esse tipo de coisa.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Das duas fomes

Quarta e eu tentando absorver o máximo das novas informações simultâneas me confundindo. Panfletos e assinaturas e gente ao microfone na praça. As reações de indiferença foram apagadas pelas de entusiasmo. Surpresa de ouvir a voz de quem há muito quer falar. Mas o importante mesmo, o que eu senti, ah, isso eu só poderia dividir com vocês na hora, se estivessem lá. As palavras me estão fugindo e ainda não deu pra digerir e traduzir toda a coisa. Só dá pra dizer que ficou um gosto bom e um gás que eu estava precisando dar.
"We're making a move
we're making it now
we're coming out of the sidelines"

Imagine-se com fome e alguém com um prato do que você mais gosta passando diante dos seus olhos. Você vê, cheira, mas não pode comer. E sua fome aumentando... É, pois então, é por aí. Ontem deu fome, mas ah, desencontros sempre. Tão inesperados quanto os encontros nunca planejados. Será o Acaso bonzinho ou debochado? Acho que um pouco dos dois. Dizem que quanto maior a fome, mais gostosa a comida. Se as coisas seguirem nesse ritmo por mais tempo, acho que vou comer (com trocadilho, por favor) algo mais gostoso do que tudo o que já comi.

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Só pra constar: acho que esse template de agora é definitivo. Aquela estrada tava muito dark, nada a ver comigo. Esse aqui tá mais despretensioso, como todo o resto nesse bobolog.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Aceita-se sugestões de frases para o subtítulo

Tá bom, eu to com saudades do meu template feiosos e pobre.

Alguém sabe como tira esse "permalink' feio daqui debaixo? Ai ai... Queria não ser tecnologicamente semi-analfabeta nessas horas...

terça-feira, dezembro 19, 2006

Novidades por aqui!

Porque não é porque é minha lata de lixo emocional que isso deve parecer de fato lixo. Mas assim, ainda não me acostumei com a nova cara dele não. Procurei que nem doida por aí até achar algo que me agradasse e cheguei nessa estrada pra lugar nenhum aí encima. Legal, bacana, mas tá me parecendo meio pretensioso demais agora, olhando melhor... Não que meus escritos não mereçam uns adornozinhos mais elaborados, mas... Bem, talvez seja a falta de costume de quem nunca se importou muito com a aparência do blog. Até que gostei. Tá meio dramático, talvez... Com o tempo decido se fica assim ou não. Quem sabe essa coisa que eu vejo como pretensão não dê uma credibilidade maior as bobagens que escrevo aqui? É possível... Ainda faltam uns ajustes, modificar as cores dos posts anteriores, que agora já não servem pra essa cor de fundo. Torturo que lê isso aqui só com a falta de clareza das idéias, nunca com a falta de contraste. E achei essa foto aí muito grande também. Quem sabe se fosse mais fininha... Veremos. Procurei tanto e só via coisas de personagens ou cores que não me agradam. Gosto da neutralidade em algumas coisas, templates é uma delas. Esse não é o que eu chamo de neutro, mas tá valendo. Desçamos do muro uma vez ao menos abrindo mão da generalidade. E vamo vendo como fica.

PS: Me jogaaaando (não sei se de uma janela ou numa cama), mas to me jogando de novo. Quedas passadas? Quê isso?

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Será? Será?

Só saberemos agindo, beibe. Mas desconfio que sim. Ah, folhas em branco, adoro! Ah, capítulos inéditos, adoro!

sábado, dezembro 16, 2006

How soon is now?

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

De passar o tempo

Saudades de bater cartão todo dia na biblioteca do Elefante Branco. Ficar lá entre os livros, os poemas, respirando literatura, preguiçosamente sentada naquele lugar de sempre, lá no fundo. Pertinho do vidro, pra ver a gente andando apressada por Caxias como formigas. Esquecer da hora até que a tia vem avisar-me que "já passa das 5, amanhã você continua seu livro, meu bem"... Mas, trabalhar é preciso... Sim, trabalhar nas férias, e essas têm sido muito melhores que as outras últimas que tive. O ócio pra mim é veneno e eu piro se ficar uma semana sem compromissos.

Descoberta

Dos Loser Manos. Já ouviu? Então, pois é, é por aí.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Coragem

Ao meu ritmo, vou caminhando, tropeço e levanto, sem tempo pra pensar no joelho ralado. Pode ser tarde pro mundo, mas não é tarde pra mim. Crescer dói, fazer escolhas dói e acho mesmo que os dois são só nomes diferentes pra mesma coisa. É difícil sim, e ninguém está disposto a esperar por alguém sempre atrasado. Mas, de algum modo, isso não me machuca. Cada um tem seu tempo e é besteira esperar que sigam nosso ritmo, assim como não se pode apressar o passo para acompanhar outros passos rápidos demais pra si mesmo. Pra tristeza dou um sorrisinho de quem já lamentou e agora levanta a cabeça. Porque por trás das perdas visíveis, há uma conquista que é só minha e está fora do alcance dos olhos.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Amanhecendo

Melancolias, esperanças e desapego no ar. Uma calma quase nervosa, frágil que nem cristal. Sem medos, sem nenhuma dor. Só a sombra do desejo passando lentamente e desinteressada pelos resultados da aposta, desejo sem machucar. Pés seguros num chão que não afundará e debaixo d'um sol morno, na pele fria. Tristeza feliz, num ritmozinho mole, despretensioso como um sambinha a falar de amores perdidos e suas lágrimas. Sorrisos solitários perdidos por minutos submersos na reflexão mais honesta. Beleza de ver o dia nascer entre bom-dias da gente bonita de tão simples. Cheiro do café, café bom. E a poeira a cobrir todo o mundo.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

De mudanças inesperadas...

Que talvez só tenham sido possíveis por eu ter-me demorado tanto num ponto nada favorável pra mim. Imposição benévola dos revezes, como a de um pai cauteloso e sábio, é o que chamam mudança. Conflitos dialéticos eternamente, e uma viva de quem aceita satisfeito para eles. Indecisão é só outro nome pra covardia e convicção nada tem a ver com segurança, é sim coragem, e esta é o meio e o fim em si, dispensando razões e a - utópica - inquestionabilidade de seus argumentos. Minhocas impalpáveis na cabeça não merecem o esforço de eliminá-las. Reconhecer que simplesmente não são pertinentes é o único movimento possível a fazer. Nem vomitar, nem engolir de volta: ter peito de não se ater a sintomas apenas. E é preciso ter peito, é preciso não considerar e não penhorar o auto-respeito. É sobretudo preciso não apostar a solidez dos próprios alicerces, bem inalienável. A vontade agora autônoma e liberta do jugo da necessidade de acerto. Liberdade, como vim a descobrir no revés, é não ter medo e conservar a serenidade dos que não se omitem nunca.

Que venham as borboletas: não entram mais no meu estômago.

domingo, dezembro 10, 2006

Das razões insondáveis

São 6:45 de um domingo de prova. Dormi de 1 às 6 e aguém acredita que farei uma prova descente? Pois nem eu, to indo pra forca, ou guilhotina, ou qualquer outro sinônimo de execução que preferir. A prova é às 9, mas não consigo mais dormir. Borboletas no estômago? Não, morcegos mesmo, apesar de morcego ser meio gótico e gótico, super cafona. A vontade de vomitar me acordou a noite inteira e a minha falta de coragem engoliu o que o estômago tentou expulsar, como sempre faço, sempre. Back to the beginnig, e o começo é tão insuportavelmente patético que sinto vergonha. Coisa, aliás, desnecessária, já que ninguém quer mesmo perder cinco minutinhos com uma pessoa negativa como eu, ninguém nem percebe o quanto é ridículo. Se é chato ouvir, mais chato é viver. Eu não consigo, tá difícil. Eu estou tentando, juro, mas tá foda. O mundo não tem tempo pra quem perde tempo e não tem segundas chances pra quem não soube usar as primeiras. E paciência com gente como eu é perder tempo até para os que entendem bem como é difícil resolver problemas que nem sequer existem fora de uma cabeça cheia de bobagens e insegurança. E me dá nojo estar tão resumida assim ao meu próprio umbigo, mas eu devo ser incapaz de olhar além dele. Eu achava que tudo dava errado por esperar demais das pessoas, até mudar de estratégia e ver que não esperar nada só aumenta o vazio interior. Depois achei que o problema era querer coisas que estavam fora do meu alcance, e isso ficou tão gravado na minha memória que hoje não quero nada, porque acho que tudo está fora do alcance. Covardia, pensei então que fosse. Daí comecei a tomar atitudes que nunca imaginei vindas de mim. Falei o que queria, fiz o que sentia que precisava. Me senti heroína por 30 bons segundos até ver que a vida não é uma comédia roliudiana, e que grandes atitudes me trouxeram grandes fracassos, maiores ainda do que os de antes. E principalmente, me deixaram vulnerável. Aí reconheci que não importa como me comporte, nada muda o que sinto. O erro é mais lá dentro e as atitudes nunca refletiram mesmo o que sou ou quero ser. Sem saída, então. Ou melhor, sem direção. Não há sequer ponto de partida para se começar algo. Não há nem mesmo a vontade de se começar mais nada.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Heaven knows I'm miserable now

Eu e pessoas definitivamente não combinamos. Desisto. Eu não sei lidar com elas e elas tampouco me compreendem. É sempre desproporcional, assimétrico, irregular. Pro inferno tudo e todos. Voltei ao ponto de partida justamente quando achei que havia saído do lugar. Sozinha, parabéns, é assim que eu devo mesmo ficar. Merda. Puta merda.

domingo, dezembro 03, 2006

Falei o que não queria.

Merda. Cadê você? Se o colorido desbotou, a gente ainda pode tingir...

domingo, novembro 19, 2006

Família

Aniversário da tia, a família toda (ou quase toda) junta. E mais: eu sentindo que faço parte dela como há muito tempo, talvez desde que era criancinha, não sentia. Isso fez falta. Quanto tempo levou até eu gostar de verdade de jogar conversa e tempo fora com eles? Uma pena que tenha sido tanto e tão longo esse tempo. Mas enfim, hoje juntei um pedacinho de mim que faltava e eu nem tinha percebido.

domingo, novembro 12, 2006

Da dificuldade de se quebrar paradigmas

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."


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Não tenho referências sobre a pesquisa, mas sendo ficcional, já é uma boa metáfora sobre os homens.


sábado, novembro 11, 2006

Deixe-se acreditar

"Eu quero um samba pra me aquecer
quero algo pra beber, quero você
peça tudo que quiser
quantos sambas agüentar dançar
mas não esqueça do nosso trato
da hora de parar
só vamos embora quando tudo terminar
eu vou te levar aonde você quer chegar
eu tenho a chave nada impede a vida acontecer
deixe-se acreditar
nada vai te acontecer
tudo pode ser
nada vai te acontecer, não tema
esse é o reino da alegria. "


Bunitin, né não?

domingo, novembro 05, 2006

Necessidade de PORRADA!

" I'm madly in anger with you

And I want my anger to be healthy
And I want my anger just for me
And I need my anger not to control
And I want my anger to be me

And I need to set my anger free

Set it freeeeee!!!"

sábado, novembro 04, 2006

Yeah, we're all gonna burn in hell

I said we're all gonna burn in hell

sexta-feira, novembro 03, 2006

Pfff...

Acaso? Ironia das forças ocultas? Zombaria de Deus? Erro na Matrix? Não sei, mas isso é o tipo de coisa que me faz achar que de fato há algo ou alguém sem compaixão alguma que se diverte criando situações incômodas na vida de fracassados como eu. Curar-me foi difícil e demorou. Doeu bastante e ainda coçava às vezes, digamos assim, mas passou. Daí eu saio num dia de chuva pra ir ao cinema. Preguiça e resfriado, mas eu vou. Maldito cabelo do protagonista, escorrendo lembranças já mofadas. Maldito sonho tão doloridamente real, malditas imagens... Ok, deve ter sido sugestão daquele cabelo, nada fora do normal. Meus sonhos sempre foram sugestionados. Então sou sacudida da cama às nove porque minha mãe não se sente bem, vamos ao médico então. Às nove e meia de um dia em que eu dormiria no mínimo até uma da tarde eu desço e pego o elevador, minha mãe já me espera na portaria. Às malditas nove horas e trinta minutos eu fico presa no elevador com aquele mesmo cabelo do filme... Irritante como não mudou. Irritantes 20 minutos longos que não acabam... E quando chego, o número no identificador de chamadas... Pelamordedeus! Será que as Forças Ocultas que regem a probabilidade e o acaso acham mesmo que eu me odeio tanto assim pra dançar de novo essa música brega? Não cara, Deus subestimou minha inteligência e meu autorespeito hoje... Faça-me o favor!...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Vou falar, juro que vou.

Quantas dezenas de vezes eu prometi isso mesmo? Sei não, mas dessa vez é sério. Já passou da hora de assumir o controle e viver as coisas. Já assisti - sim, é o que tenho feito apenas - o suficiente pra saber que assim vai mal e eu não quero mais.

domingo, outubro 29, 2006

Retificando

PAOCOMOVO diz:
entaum edite a msng do seu blog
Yasmin diz:
é... vou mesmo

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Na verdade, editar não vou não... Só farei uma observação: eu sou retardada também. Mas isso não faz de você menos retardado, só mostra que tem o mínimo de coerência procurando pessoas como você. =)

sexta-feira, outubro 27, 2006

"E agora eu me pergunto: E daí?"

A inquietação e a falta são o estado natural dos homens. Desde o mais longe que minha memória consegue alcançar, vejo nos olhos dos que me falam, algo a denunciar uma ausência muito maior do que se pode perceber nos fatos concretos. Mudam-se os problemas, mas ali está sempre aquela angustiazinha de quem ainda não conseguiu o que precisa. Quase como se os infortúnios fossem apenas álibis para assumirem a vontade que não passa de vomitar uma coisa de gosto muito pior que comida semi-digerida.

É assim que tenho me sentido. Como dizia Raulzito... Ouro de tolo, é o que desejei tanto e tão sinceramente acreditei ser o pedacinho que faltava pra completar meu eu tão partido. No entanto, ainda me sinto partida e ainda me sinto sozinha. É uma solidão de razões que por hora são indecifráveis. Uma solidão de palavras, de gestos. Sentir como se minha garganta fosse incapaz de expulsar o que está preso nela há anos, sentir as palavras se recusando à prestar-me o serviço da recusa e da opinião... Minhas mãos que não conseguem transmitir o calor e tudo o que julgo importante expressar, tudo tão falho e travado. Fragmentado e insuficiente, preso. E eu tentando conectar-me, e eu tentando abrir minhas portas e janelas trancadas. Faltam-me vias para isso e essas tais que venho tentando abrir, creio que as direcionei a pontos - ou melhor seria dizer pessoas? - impossíveis. Mudá-los agora é necessidade óbvia e vontade nula. Não me escutaram... Será por que eu não soube dizer, ou não souberam (nem quiseram) escutar?

terça-feira, outubro 24, 2006

Não, eu não sei ser delicada...

PAOCOMOVO diz:
Mesmo que não acredite
PAOCOMOVO diz:
eu te adoro
Yasmin diz:
desculpe a indelicadeza...
Yasmin diz:
mas você é retardado



o.O

Acabei de ler num álbum do orkut: "Pessoa especial da semana". Cara, que isso!? Então o prazo de validade é de sete dias? Depois não entendem porque eu odeio pessoas, principalmente as normais... (Eu tinha que registrar minha indignação aqui.)

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Ansiedade sf. Estado afetivo em que há sentimento de insegurança.


segunda-feira, outubro 23, 2006

domingo, outubro 22, 2006

Das necessidades fundamentais

Teimosia sem tamanho de querer o que não é meu, e o que é, dispensar. Cabeça-dura-cabeça-dura-cabeça-vazia-dura-doendo. A maioria aprende na base da porrada, outros simplesmente não aprendem.

Há um ponto em que a gente se vê com um olhar tão negativo, que até mesmo se achar despresível parece pretensão. Doidera.

Eu sei o que quero sim... Eu quero construir algo e ter fé. Mas me faltam alicerses. Me falta um projeto também. Mas o que deveria vir antes? Eu acredito que o projeto, e aí é que tá, essa é a parte mais difícil.

Tudo que enxergo hoje é a falta de coerência e a ausência de sentido nas coisas. Falta-me um ponto de referência, um ângulo mais definido de ver a vida de um modo geral.

Eu me lembrei agora de uma tirinha genial do Calvin (nessa não tem o Hobbes) que flertava com o cubismo. O pai do Calvin em meio à uma discussão pede pro garoto por-se no lugar dele. Ao fazer isso, assumir outro ponto de vista, fica confuso e o desenho assume traços cubistas. E ele diz algo sobre a persperctiva única ter sido quebrada e os múltiplos ângulos fornecerem informações simultâneas além do que ele pode digerir.

Pena que não achei pra postar aqui.

sábado, outubro 21, 2006

E o diabo já dizia que a vaidade é seu pecado preferido...

Eu nem sei bem o que fazia lá, já que se divertido não era, não era também necessário. Mas lá estava acomodada bem de longe numa poltrona rasgada de espumas a pular pra fora do couro. Muitos pequenos, todos uniformemente vestidos com camisas de escola pública e desinteresse preguiçoso nos olhos. Creio que a maioria não soubesse (como eu) o propósito de se estar ali, mas estes foram convidados de maneira impositiva, e então não puderam optar por ausentar-se. O clima era de uma feira cultural de ginásio, onde toda a graça e o significado, todo o interessante trabalho desenvolvido pelos pequenos só é enxergado pelos olhos adultos. Eu observando só, aquilo que já me ia dando sono e fazia o pensamento divagar pelas coisas mais desimportantes do dia ou da semana. E eis que chega o momento de dar voz aos pequenos que ali estavam. Um falou, outro também, e uma por sua vez só gaguejou. Um molequinho em especial, baixinho e gordo, de nariz gozadamente suíno e ar óbvio de um vaidoso tomou o microfone. Falou e falou e me comoveu. Palavras tão naturalmente pronunciadas e tão cuidadosamente escolhidas, fizeram uma grande síntese de todas as horas que passei na minha poltrona rasgada. É verdade, é bem provável que não desse valor nenhum ao próprio discurso, como sua volúpia vaidosa denunciava. Falava pelo prazer de ser escutado, e às reações entusiasmadas dos interlocutores seu discurso tomava mais e mais emoção. Vaidade sim, purinha. Mas foi o pecado mais comovente que já presenciei.

domingo, outubro 15, 2006

5 minutinhos de sentimentalidades

Teorizar sobre qualquer situação estando fora dela é tão idiota quanto rasgar dinheiro e comer merda. Pois eis que surge o momento de fazer valer tudo o que acredita e é a grande contradição em pessoa. Fraqueja, se equiva e finge não perceber o quanto é difícil sustentar o peso dos desejos mais primitivos. E eles ali, a te acusar de tão humana quanto qualquer um que você adorava reprovar. Egoísta sim, e possessiva também... C-I-Ú-M-E-S! Pronto, falei.

sábado, outubro 14, 2006

Pretty lies

Você passa a vida inteira achando que o universo é desinteressante assim porque as pessoas vivem a te limitar com sua moral, que nunca te convenceu de ser justa, nem quando você tinha 10 anos e era coroinha. Se convence de que a sua gaiola foram os outros que construíram e lá te enfiaram e a única esperança de sair dela é ir morar num cômodo que fede e tem infiltrações pelo teto, isso só depois de trabalhar um bom tempo num emprego que te escraviza, se meter numa outra gaiola. Mas na primeira oportunidade de mostrar que de fato a culpa não é sua, você covardemente se encolhe no fundo da gaiola e percebe que só é prisioneira da sua própria covardia e da falta de amor-próprio, que você nunca soube mesmo o que era. E sempre esteve convencida de que ninguém mesmo é feliz, por mais que o mundo e as pessoas te dêem demonstrações sinceras de que você está enganada. E então cai a sua ficha e você é obrigada a admitir que seus problemas maiores - aqueles que de tão grandes você não é capaz de identificar - são tudo um produto da sua falta de coragem e da sua autopiedade. E sempre achou que as pessoas têm valores sem fundamentos, até se descobrir sem princípios e sem apoio da própria consciência. Acreditou um longo tempo que não se ofendia por não ser uma pessoa chata o bastante pra guardar rancor e vê que na verdade é pura falta de auto-respeito. Olha pra si e vê qualquer coisa que não o que as pessoas acham que você é. Olha e não vê ninguém além de uma pessoa que você não conhece e que não te parece grande coisa.

terça-feira, outubro 03, 2006

Caraminholas...

E esse cheiro de estranhamento que tudo anda exalando ultimamente. Tudo com uma cara tão inédita que é como se houvessem pintado de cores novas a poeira, o sol e as tristezas. Não estão mais bonitas, nem digo mais feias, mas incompreensivelmente novas, as coisas todas do mundo. O mundo mudou e fui pega de surpresa e tento agora acompanhar e entender o que mudou de lugar. É quase gostosa a sensação de desencaixe, se não fosse pela angustiazinha e pela vertigem que dá procurar sem sucesso qualquer traço de familiaridade no cotidiano que entortou discretamente, sem que fosse possível impedir. Familiaridade também não tenho comigo mesma por esses dias e é bem possível que tudo esteja como dantes e eu tenha, de fato, virado do avesso como vinha tentando. Caraminholas... Vou levar tempo até digerir todas essas novidades velhas.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Eu adoro estar errada.

Meu aniversário foi legal. =)

domingo, setembro 24, 2006

Do desaprendizado


Ai ai... E essas chuvas derradeiras de setembro! Têm o cheiro dos meus aniversários já idos e o cheiro da ansiedade que me dava esperar pela surpresa do dia 25. Agora já não espero pela mesma surpresa da manhã de aniversário. Agora não procuro mais o embrulho escondido no armário da minha mãe, nem me consumo de vontade de comer o bolo coberto de glacê. Nos últimos aniversários faltou aquele sentimento de achar que o mundo era todo meu pro um dia e que aquelas 24 horas, delas eu poderia fazer o que quizesse. Faltou e falta o ar de "meu dia". A gente vai crescendo e se esquece dessas magias secretas... Aí elas ficam na memória como a nos acusar por termos esquecido de como se fazia para ser feliz. Pesam e são duras e impiedosas juízas da nossa negligência com nós mesmos.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Bonitos versos

" Na vida quem perde o telhado
Em troca recebe as estrelas
Pra rimar até se afogar
E de soluço em soluço esperar
O sol que sobe na cama
E acende o lençol
Só lhe chamando
Solicitando

Solidão
Que poeira leve..."

Tom Zé

quarta-feira, setembro 06, 2006

Enquanto isso:

-Lugon, eu achei até bonito... Sabe, soa bem... "Sonhos eternos, mentes finitas"... Bacana. Só não entendi essa coisa de mentes finitas... Sei lá, nada a ver.
-Ah, porque você sabe né... - faz cara de "você não sabe???!!!". Pausa pra demonstrar a indignação perante à minha pergunta. - Hein, a gente morre e a mente... Ploin-ploin-ploin... - Faz um movimento com as mãos indicando algo como que a escorrer.
-Você e suas viagens onomatopaicas... - Abano a cabeça e mudo de música achando que a frase era mais bonita antes da explicação.

Now my body's startin' to quiver, and the palms of my hands are gettin' wet

Curtindo muito emudecer de timidez, corar e sorrir como se tivesse 11 anos. Me sentindo a criança mais boba.


E a ansiedade... Como é gostosa essa ansiedade.

quinta-feira, agosto 31, 2006

segunda-feira, agosto 28, 2006

Uma perda e um sintoma

Tristeza de ver uma livraria inteira transformar-se em mísera prateleira onde a literatura é espremida num canto pelo monte de besteiras evangélicas que pastores-políticos-compradores-de-alminhas andam por aí escrevendo. E pensar que eu acreditei estar brotando no meio do cimento e da sujeira de Caxias um repentino interesse por livros...

domingo, agosto 27, 2006

E o resumo de tudo é o funcionamento de circuitos

Yasmin diz:
então mulheres são analógicas!
Yasmin diz:
(¬¬)
Luís Carlos diz:
Exatamente!
Yasmin diz:
sabe de nada, vc hein...
Luís Carlos diz:
Mulheres são tal e qual circuitos analógicos...
Yasmin diz:
heheheheh
Luís Carlos diz:
E homens, são exatamente circuitos digitais...
Luís Carlos diz:
E pelo contrário...
Luís Carlos diz:
Eu
Luís Carlos diz:
Eu sei de tudo!
Luís Carlos diz:
;D
Yasmin diz:
do que mais vc sabe então sobre as mulheres?
Yasmin diz:
já começou errado, subestimando...
Luís Carlos diz:
Aí é que quase ninguém entendeu a frase...
Luís Carlos diz:
As pessoas que vêem essa frase, acham que estou subestimando as mulheres...
Luís Carlos diz:
Isso não é um pensamento machista!
Luís Carlos diz:
Isso é uma interpretação psicológica da natureza de ambos, com uma interpretação eletrônica...,
Yasmin diz:
(¬¬)
Yasmin diz:
(como eu não sei oq é exatamente analógico... enfim...só que coisas digitais são melhores...)
Luís Carlos diz:
Essa é a idéia que o mercado de hoje em dia passa...
Luís Carlos diz:
Mas quando eu falo isso, não me refiro aos resultados, mas sim ao funcionamentos desses circuitos...
Yasmin diz:
seja mais claro com alguém que não entende de circuitos
Luís Carlos diz:
Vamos lá, então...
Luís Carlos diz:
Veja bem...
Luís Carlos diz:
Vamos falar do que você sabe então...
Luís Carlos diz:
Qual dos dois (homem ou mulher)...
Luís Carlos diz:
É mais sensível, mais imprevisível, tem oscilações de comportamento mais freqüentes, e é mais subjetivo?
Luís Carlos diz:
Qual?
Yasmin diz:
mulher...
Luís Carlos diz:
Que coisa, não? Exatamente como funciona um circuito analógico...
Luís Carlos diz:
Sensível a qualquer tipo de informação passada a ele, com resultados com maiores faixas de erro, alteração fácil pelo mais simples desequilíbrio de algum dos dados, e com interpretação mais difícil de ser feita...
Luís Carlos diz:
Quem é mais racional, mais previsível, mais estável e objetivo?
Luís Carlos diz:
Homem ou mulher?
Yasmin diz:
o homem...
Luís Carlos diz:
Ora, veja! Exatamente como um circuito digital!
Luís Carlos diz:
Só aceita informações binárias em bits, tem resultados calculados antes mesmo do seu funcionamento, só se altera com alguma informação passada erroneamente, e com interpretação simplesmente visual...
Luís Carlos diz:
Depois disso...
Luís Carlos diz:
Minha frase está certa ou errada?
Yasmin diz:
certa (¬¬)
Yasmin diz:
boa, gostei...
Luís Carlos diz:
Tem algum machismo na minha interpretação?
Yasmin diz:
não...
Luís Carlos diz:
Viu só? Eu sabia...

sábado, agosto 26, 2006

!!!!

Pressa pressa que não posso mais esperar assim não se pode ter um minuto de sossego que nada sossego é o que não tenho ha muito tempo tempo que num passa demora se arrasta nesse diabo de relógio e não dá não pode não consigo vambora vambora vambora que tá ficando tarde e se fica ai eu nem sei se eu corro se eu saio doida ninguém me segura me segura que eu não ahhh eu sim.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Coisas...

Momentos como esse agora fogem à minha compreensão. Se bem que tanta coisa, na verdade a maioria, foge à minha compreensão, então nada de extraordinário nisso. De qualquer forma, voltemos ao momento, mas não sem antes compará-lo com outros tão repentinos quanto. A náusea aguda que às vezes o mundo me causa é compreensível, e os motivos eu creio que não seja mesmo necessário enumerá-los. Os surtos de auto-desprezo fazem sentido pois sempre ocorrem naqueles momentos em que qualquer ser humano com o mínimo de estima por si mesmo se envergonharia de ser quem é. A ansiedade - até mesmo aquela que não espera por nada específico, mas por aquele algo abstrato que é sempre o que nos falta - faz sentido quando consome minha energia e me faz sentir como se estivesse digerindo meu próprio estômago. A neurose eterna de que estão me cobrando, ela tem fundamentos também. O que não tem lógica é isso agora, num dia chato como são chatos os dias de não sentir nada. E não é que, silenciosa como a poeira da rua, a felicidade besta dos que nada têm a perder entrou por debaixo da porta?

domingo, agosto 20, 2006

Choveu... E choveu granizo!

(Eu precisava registrar isso em algum lugar.)

Dos erros (ir)reversíveis

Eu realmente não me lembro a quem me referia no último post. Que seja... Nesse fds fiz tanta besteira que isso foi a coisa mais coerente desde sexta-feira à tarde. Eu queria morrer um pouquinho, só um pouquinho até que algumas coisas fossem definitivamente enterradas numa data distante. Na falta desse recurso, já aviso aos meus 12 leitores imaginários - nos tempos áureos do blog, quando ele ainda se chamava pretensamente de "Filosofia Barata", eu os imaginava na casa do milhar - que é possível que eu me esconda por uns dias num buraco cavado no primeiro pedaço de terra não-cimentada que eu encontrar. Ou talvez eu, bem, aquela minha filosofia de sempre, talvez eu deixe como está pra ver como é que fica. (Apesar de ser provável que fique pior ainda.)

Mas não façamos drama, não exageremos, amanhã é segunda. E segundas-feiras são tão chatas que qualquer problema que se tenha me parece ridículamente pequeno se comparado às obrigações que nos esperam pela semana.

sábado, agosto 19, 2006

Censurado

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Amanhã...

Ah cara... Amanhã eu decido, amanhã eu vejo o que faço...


Porque hoje... Ah meu amigo, hoje eu não sei nem meu nome!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Duas voltas ao redor do vazio

Menos trágico, que a situação não é digna de grande emoção. Mais vazio, que as feridas são pela ausência das coisas. Não tão claro, por não se definir o limite da saudade e do tédio. Nem tanto assim obscuro, como o resto todo que é uma série longa de clichês. O resto de sorrisos e o fim das lágrimas, o conveniente apático cai como a tarde quente e preguiçosa. Das janelas empoeiradas, sol a invadir a consciência e inquietar o coração, acusando a vida e suas covardias omissas. A gente na rua passa, como passam carros, como passa o tempo, e esse passa claro como estes domingos de calor, a se arrastarem pesadamente por entre frustrações. As mãos já não poderiam esclarecer para outras mãos se isso assim é carinho ou o que seria então. Escuro abafado dentro do pequeno mundo de vontades esmagadas, escuro que não se vê. Vontades que não se compreende delas a dificuldade de deixarem de ser apenas vontades. E o amor debochadamente se faz distante, e se volta já não há mais seu lugar. Se volta, não se reconhece, pois, sua careta de gozador que ficou perdida nas lembranças já não visitadas. Valeria então agora se...? Ora... não.

terça-feira, agosto 08, 2006

Sunshine... we all see... the same sky...

Ai, ai, calor! Sol quente e eu branquela fico fluorescente debaixo de tanta luz. Depois vermelha, bem vermelha, naturalmente. E nem é só por isso que não curto esses dias muito claros. O céu azul sem uma nuvenzinha me faz sentir como se estivesse despida, desarmada. Vulnerável. Coisas da minha cabeça, caraminholas sem sentido... Dias nublados já, ou ameaço me esconder no quarto de cortinas fechadas pra sempre!

sábado, agosto 05, 2006

Amanhã é o dia! Ai, deu um frio na barriga de quem não estudou nada. Mas agora é tarde e o melhor que dá pra fazer é relaxar, é o que todo mundo diz. E relaxar como, hein?

quarta-feira, agosto 02, 2006

Reloading...??

Eu já vi isso antes, dezenas de vezes, me arrisco a dizer. E não me agrada nada estar à iminência de uma reprise, reprise essa já tão batida. Eu sei lá, não sei de mais nada, acho mesmo que nunca soube ao certo. O que sei é que minhas mãos suam e meus lábios tremem. Sei da maneira como tento sem sucesso controlar a gagueira e sei daquelas pernas inquietas denunciando não ser eu a única que não sabe disfarçar os movimentos esquisitos que denotam o nervosismo, nem é o meu sorriso o único que treme mas se abre como a romper com os limites do contorno do rosto abobalhado de surpresa. Mas faz tempo tudo se tornou um ciclo do qual não creio ser possível sair. Da tristeza que dá a desesperança inevitável, da dúvida que sempre ressurge sabe-se lá de onde... eu sei de tudo isso... Difícil crer que há ainda algo por dizer, ou algo a se pensar à respeito. Não há, definitivamente, pois tudo já foi mastigado com o cuidado todo que é possível ter. O caso cheira a mofo e à coisas velhas. Comida passada da validade, jogo perdido, azar. Isso é certeza, como são as outras tantas observações que poderia fazer de modo a lembrar-me da invariabilidade dos fatos. Porém, e esse porém infundado... Ele persiste sempre, esse porém. E eu... Ora, eu deixo como está pra ver como é que fica.

sábado, julho 29, 2006

Quarta foi definitivamente um mês de progresso em 24h, que terminou com a minha adesão ao tratado de paz proposto pela minha mãe. É claro que a paz tem seu preço, por vezes caro, mas que já depois de tanta negociação, me pareceu muito simples e justo. Talvez falar de preço não seja uma boa, já que essa paz custará uns 200 reais por mês. De qualquer forma, ambas as partes parecem satisfeitas e aceitam as condições de bom grado. Ficou estabelecido o fim do regime de prisão domiciliar e a honestidade de minhas palavras, sem restrições. Não é nada fácil cumprir com essa regra, pois sempre resolvi meus problemas com minha mãe através de meios nada honestos, e diria até que os resolvia não os deixando surgir, usando de criatividade e discurso persuasivo. Ela, de sua parte, por vezes duvidava, mas por falta de provas contra engolia a nada saborosa desculpa. Meu discurso, no entanto, falhou o suficiente para sua credibilidade estar agora debaixo de sete palmos de chão. Recorramos então a outros métodos. Façamos o jogo alheio, como sempre, mas sob outra perspectiva. Façamos de maneira honesta, de modo a recuperar o poder de argumentação e questionamento perante à ordem. Há, é importante lembrar, um novo elemento a meu favor que figura, possivelmente, o resumo dos porquês de eu ter aceitado a mudança de tática. Este é a condição e a arma para que tudo funcione e o tratado perdure. O psicólogo, e essa palavra ecoa e ecoa nos meus ouvidos. Não de maneira a incomodar, mas soa bonito e acaricia os tímpanos. Nova fonte de argumentos, estes não fundados agora na pirraça de uma adolescente rebelde, e isso é tão cafona, mas fundados nas palavras de um profissional. Que moral que ela me deu, a psicóloga, que moral! Os outros dias têm sido o desenrolar natural dos acontecimentos, conforme o previsto mesmo. Sexta fui dar uma de interessada nos negócios familiares indo trabalhar com o papai. Mas foi um dia longo que merece um post exclusivo, fica pra outra hora.

Rendo-me ao vício:

Ressuscitando o orkut!

quarta-feira, julho 26, 2006

Desconectando

Me parece a única maneira de me desligar de certas coisas e algumas pessoas também. Fechar essas portas entreabertas.

Cometo então o orkuticídio.

terça-feira, julho 25, 2006

Drummond não estava brincando quando disse que o ano passado ainda não terminou

Ele continua nas coisas desse ano. Ando sentindo uma saudade grande do ano passado. Nem sei o porquê, mas dá vontade de voltar. É que foi quando as coisas começaram a mudar de verdade, alguns problemas aumentaram, ganhei outros tantos e resolvi alguns poucos. Se desse pra vcoltar, pouca coisa faria diferente, na realidade. O que faria era sentir mais algumas coisas, me demorar mais em algumas situações pra talvez entender melhor o porquê das coisas estarem desse jeito. Desconfio que não tem o menor sentido o que estou escrevendo, mas, bem, deixa pra lá... Saudades de uma conversa em especial, numa kombi indo pra qualquer lugar que não fosse o que havia dito à minha mãe. Uma rua com árvores e uma música na minha cabeça que eu nem curto tanto assim. Aquela conversa não foi sobre nada importante, e o que importa nem é o assunto, mas a maneira engraçada de eu ficar tão retraída e tão intimidada na frente de alguém que eu me sentia tão profundamente próxima. É como sempre fico ainda quando perto de alguém de quem gosto um pouco mais do que a mim. Um filme que nem aproveitei de verdade por estar ansiosa demais. Saudades da esperança gigante e das idealizações e de como eu tentava adivinhar o ano seguinte. Saudades de momentos que eu nem gostei e que até me deprimiam um pouco. Saudades de uma época que não foi boa, mas foi importante. Saudade um pouco egoísta, mas doce como toda saudade.

Das estratégias

Já é terça e eu nem morri de tédio ainda. Legal. Ando executanto as tarefas mais mecânicas possível, que exijam esforço físico e limitem o cérebro. Algo no estilo lavar banheiro, limpar janelas e carregar as compras e arrumá-las todas no armário. Nada que implique em pensar pode me fazer descansar. Sim, descanso me cansando, descanso de mim, que ando muito chata. E louvada seja a eterna poeira dos móveis, que eu limpo e limpo e ela sempre constante não me permite concluir a faxina. Estudar? Só se for qualquer matéria suficientemente burra e/ou desinteressante que só exija meia dúzia de fórmulas e uma pequena porção de equações. Isso tudo faz parte de uma série de precauções que ando tomando pra não lembrar de mim e de quebra fazer uma média com a senhora Monteiro e adiantar as matérias que detesto.

domingo, julho 23, 2006

Dos danos cerebrais (e emocionais)

Qual seria o extremo da solidão? Acho que nada supera postar 6 vezes em 2 dias num blog que sempre foi tão abandonado quanto um cachorrinho vira-latas. Se por acaso alguém leu os 5 posts anteriores (o que é bem improvável) vai concluir facilmente que eu estou carente até a vertigem. Eu não queria dizer, eu bem que tentei disfarçar mas são 7 e meia da noite de um dia que teve pelo menos 72 horas, das quais 48 eu passei em frente ao pc, então você pode imaginar o estado do meu cérebro e pior, o meu estado emocional. Hoje deveria ser um dia divertido, se reclamo tanto é porque estava animada o suficiente pra fazer a semana seguinte valer só pelas imagens de hoje e no entanto eu estou aqui. As imagens de hoje até agora resumem-se a um tiozão me chamando de menina levada crente que tava abafando (eeeeeca) e eu de pijama, cabelo bagunçado e triste por ter deixado de me divertir por um compromisso que nem aconteceu. Ai, ai, eu to enjoada de mim porque tive que me aguentar o dia inteiro sozinha e sem intervalos.

É sempre a mesma coisa, sempre foi. Todos os garotos são enfadonhamente iguais, todos dizem as mesmas besteiras desinteressantes, que vês por outra dou corda pra achar no final tudo um saco difícil de carregar. Não entendo nem aceito como posso não conseguir me relacionar bem com as pessoas que mais gosto, e isso vale pra qualquer tipo de relacionamento... Estou à beira da assexualidade, eu acho. Ok, ok, não venha me dizer que isso não existe, eu sei. Mas o caso é que eu to tããão sem perspectivas nesse sentido que seria pretensão dizer que sou heterossexual. No máximo heterossexual não-praticante, apesar de essa coisa de não-praticante ser pra gente que não quer assumir que não é e pronto. Bem que a vida poderia ser como nas comédias roliudianas, nas quais todos acabam cada qual com seu par, as mulheres com seus homens fabulosos, quase-príncipes musculosos e sensíveis, e os homens com as gostosas mais maravilhosas, louras e doces como brigadeiro. Não que eu queira um musculoso... Nem faz meu tipo. Muito menos as gostosas louras, ainda mantenho a minha (teórica) opção sexual. O caso é que todos acabam com seu par ideal, com a pessoa dos seus sonhos. Nem to reclamando de não estar com a pessoa dos meus sonhos, to reclamando mesmo é de não ter pessoa dos sonhos pra sonhar, o que nem é tão ruim assim, na realidade, já que idealizações fazem mal. Mas que elas são um passatempo eficaz, ah são. Eu até conheço uma pessoa que, se não me fizesse feliz, ao menos me faria aprender tanto quanto não pude até hoje. Aliás, conheço duas mas certamente não daria nada certo, dadas as circunstâncias atuais. Nem sei também se seria capaz de me apaixonar por elas, acho mesmo que não, por motivos que não fica bem dizer aqui. Mais que alguém que goste de mim, eu quero muito gostar de alguém. Eu juro cara, que quando gostar de alguém eu vou tirar a Terra de órbita se for preciso pra ficar com essa pessoa. É isso, eu quero alguém que me motive a algo, qualquer droga que seja, mas me motive a algo maior que meu mundinho egocêntrico. Será que é querer demais? E essa pergunta nem é retórica, pergunto de verdade porque começo a desconfiar que isso seja mesmo querer demais. Quero sentir algo grande o suficiente pra não mais deixar como está pra ver como é que fica, como disse em algum dos posts anteriores. Quero não aceitar como está e lutar pra ficar, não do jeito que o acaso quiser, mas do jeito que eu quiser. Antes, naturalmente que preciso querer um jeito de as coisas ficarem e é esse o elemento ausente. Eu só sei que não quero assim, mas isso não me leva a nada. Saber que uma situação não é confortável, bem, qualquer babaca consegue saber. Mas saber como as coisas ficariam bem é que separa a gente normal dos retardados. Retardados não sabem o que querem, limitam-se a reclamar incessantemente. Muito prazer, sou a retardada-mor mesmo. Antes de terminar o post gostaria de informar que minha situação deve parecer mais patética e deprimente do que eu sinto que ela é. Isso não muda muita coisa, mas, enfim, dá pra ter uma idéia de como anda meu cérebro depois da maratona no pc, que nem sequer é capaz de reconhecer que tá numa merda absoluta.

Da ausência de tudo

Conversar com estranhos é uma solução pro tédio. Papo furado sem expectativas e até sem assunto. Eu devo estar realmente mal, preferindo estranhos à gente conhecida. Síndrome de balcão de bar, disse o último desconhecido com quem conversei. Sorte que ele também sofre do mesmo mal. Conversamos tanto e por tão longo tempo que eu cheguei a pensar que não sou capaz de ter um diálogo tão duradouro com um amigo meu. Ando bem relapsa com meus amigos. Aliás, ando bem relapsa até comigo mesma, de pijama às 5 da tarde, cabelo bagunçado e unhas por fazer, comendo chocolate. E se fosse só esteticamente estaria legal, ou pelo menos suportável, mas nem é. Às vezes dá vontade de andar pelada na rua só pra sair da rotina. Se é que posso chamar a ausência total de acontecimentos de rotina, já que rotina pressupõe repetição de algo e não há nada a que se repetir. Não sei como cheguei ao ponto de esquecer de tomar banho e do aniversário do meu melhor amigo, nem sei se alguma coisa poderia reverter a situação. Só sei que se esse domingo não acabar em 5 minutos eu morro de vaziite aguda.
Desconfio que essas férias de mentira só servirão pra atrasar as coisas. Não há como descansar com uma pilha de coisas e folhas e livros me acusando de irresponsável e preguiçosa que tenho sido. Entretanto, é difícil manter o ritmo (que já era lento) acordando às 2 da tarde. Daí nem descanso, nem estudo. Saco de férias... Diversão é palavra fora do meu vocabulário ultimamente. Devo passar mesmo o tempo numa overdose de internet e filmes pra não perder o costume. Falando em filmes... Que filme hein, Lavoura Arcaica! O diálogo dos personagens do Senton Melo e Raul Cortez vale o filme inteiro. E as cenas da infância, que cenas lindas... Enfim, voltando ao assunto, acho que essa semana vai ser um grande domingão, e nem é daqueles coloridos não. Domingo dos chatos, com sol demais entrando pela janela, sono demais, horas e horas longas, longuíssimas horas demais. Domingo é um dia filho-da-puta mesmo. As ruas ficam feias, as pessoas cansadas, o sol quente queimando, a piscina vazia sem uma criança berrando e correndo em volta dela. O mundo tem mais o que fazer no domingo, eu não. Fico com a casa vazia, a tarefa por fazer, a vida pra acontecer na segunda. E quando acaba, ahhh, quando acaba o domingo é tão insuportavelmente chato. Definitivamente, domingo é a única coisa ruim que é pior quando acaba. Aquela droga de musiquinha do Fantástico, aquela droga de zona no quarto por arrumar, aquela droga de compromisso esquecido no outro dia, aquela droga irremediável de achar que a vida cotidiana é tão cansativa quanto um domingo de 24 mil horas vazias. Vazio. Vaziiiiio que dá eco é o que tenho sentido. Tudo em mim anda bem vazio, com excessão do estômago, sempre cheio de sentimentos mal-digeridos e açúcar que me enjoam a alma e engordam o corpo. Vomitaria tudo se tivesse dedos longos o suficiente para alcançar a garganta e atitude e imaginação pra deixar a merda de filosofia "deixa como está ra ver como é que fica" que vem guiando tudo que faço (ou deixo de fazer) desde o ponto mais longe que minha memória consegue alcançar. Não que ela seja boa e vá muito longe... Não, minha memória é bem fraca. Esqueço acertos e erros com uma facilidade impressionante, talvez por isso aprenda pouco ou nada quando deveria chegar às conclusões lógicas que me saltam na cara. Mas esqueço coisas, fatos e, triste, esqueço pessoas também. Mas issso é uma história suficientemente longa pra me deixar com preguiça e preferir o vazio do domingo à ressuscitar certos cadáveres já fedendo no passado dos meus sentimentos.

sábado, julho 22, 2006

Da falta de concentração

Pensando naquelas mãos... Ah, aquelas mãos... (e no resto todo também)

Relaxa, tudo passa...

Até uva passa, diz aquele trocadilho nada engraçado. Meus cinco minutinhos de desespero já passaram e eu tô até achando que a vida vale a pena, eu é que não valho nada. Maaas, enquanto houverem bons amigos, música boa, filmes fodas e um pedaço de parede não rabiscado no meu quarto, enquanto houver pelo menos um desses elementos, as coisas seguirão seu curso. E por falar em rabiscar paredes, isso deixou de ser brincadeira e descobri uma maneira muito intensa de exprimir tudo que não consigo escrever ou falar e vinha guardando no estômago sem poder digerir. Bom pra caralho. Rabisco, sujo e desenho por cima de figuras que eu recorto das revistas que acho por aí pela casa e no final é tudo uma grande bagunça que levo 3 dias pra arrumar. Vale a pena. Pena que paredes acabam e já isso me preocupa. Papel não é a mesma coisa. Não tem aquele charme, sabe... (e nem dá pra apagar os erros 30 vezes com sabão de côco e esponja).

Rendi-me e baixei um cd do tal Muse. Estava com medo que me pegassem de porrada na saída, já que ouvi tantos e tão insistentes protestos por nunca ter escutado a tal banda. To ouvindo agora e me dá a impressão de conhecer todo o cd. Estranho... Nem fede nem cheira. Até agora me parece rock de macho e eu não ouço rock de macho. Mas pra falar a verdade até que tem uns refrõezinhos interessantes...



Cansada do meu egocentrismo, cansada do meu egoísmo agudo, agudo e sem fim. Cansada de mim, de parecer o que não sou, cansada de não ser nada, nunca ser algo por inteiro, cansada de não me sentir completa em nenhum sentido. De saco cheio de ser um monte de pedacinhos de coisas que não entendo, todos misturados em desordem. Eu to muito cansada de viver num mundo tão ridículamente pequeno que não há espaço nem mesmo pra mim, enjoada, enojada desse mundinho fechado. Enojada de uma mente e um coração fechados, medíocres, covardes. Enjoada da minha covardia, minha covardia tão sempre constante em tudo o que faço. Cansada de ver espelhos em todo lugar. Cansada de odiar espelhos, sufocando por não conseguir exprimir nem 2% do pouco que vale a pena exprimir que há em mim. De saco cheio de reclamar sempre, mas apenas reclamar. Quero vomitar a minha hipocrisia toda na cara de tudo, vomitar o quanto odeio não ver soluções e o quanto odeio me sentir tão intesamente presa como me sinto agora. Quero cuspir na cara do meu tédio tudo quanto não fizer sentido e me vier à cabeça. Eu quero... Eu nem sei, acho que estou só muito cansada... Eu quero qualque coisa que me mova, qualquer causa, justa ou não, pra esquecer do modo como venho sendo egoísta. Quero querer algo que não seja pra mim e queimar minha covardia, aniquilar sem perdão tudo que me reflete.

quinta-feira, julho 20, 2006

Naftalina emocional

Dia mais esquisito... De repente todos ficaram mudos. Ansiedade por nada, besteira de bobo. Ah, que dia mais branco... indo em direção a coisa nenhuma pelas ruas da expectativa sem fim. Nenhum arrependimento, nenhum lamento, nenhum rancor. O já ido me parece tão bobo e ao mesmo tempo tão bom que não tenho outra escolha, senão livrá-lo de qualquer julgamento regado à saudade grande, grande e aos sentimentalismos que me ocorrem agora. Não falo do ontem, que por muito recente ainda habita o meu presente. Falo do antes, dos tantos antes tão longos e repetitivos, aqueles antes que foram tanto e tão longamente meu presente feliz, feliz agudamente, feliz até a vertigem. Nenhuma outra felicidade durou os dias muitos que durou essa. E a teimosia, ah, a teimosia dá saudades...

terça-feira, julho 11, 2006

Postando besteiras (já que ninguém lê)

Passando por uma daquelas crises em que todo mundo parece insuportavelmente chato. Me sentindo cobrada, me cobram atenção e não há nada mais eficaz pra me afastar de alguém que me sentir pressionada à fazer isso ou aquilo. Por que será que tanta gente ainda insiste em ir na contra-mão do confortável e do espontâneo? Insegurança? Mas que saco, isso! Nada do que me pareça um compromisso sou capaz de conciliar com sentimentos. Compromissos são burros por suporem que suas premissas serão eternas. É pra mim inadmissível que uma amizade se torne compromisso, eu simplesmente não suporto me sentir comprometida. Isso vai contra tudo que considero fundamental em qualquer relacionamento.Péssimo, é verdade. Mas dá licença, me dá espaço pra ser chata como quero? Dá licença pra acordar de mau-humor e não querer dar maiores explicações sobre meus problemas? Dá licença pra contar só o que me dá vontade, sem ter que ouvir uma tempestade de perguntas indiscretas e magoadas? É ou não é direito meu escolher se quero ou não estar ou conversar com alguém? Me deixem, please. Parece que o mundo resolveu me sufocar! Quanto mais me prendem, tanto mais me afastam. Começo a achar que eu é quem provoco esse tipo de atitude nas pessoas. Serei eu negligente? É bem possível, mas o caso é que é bem possível também que tenha me tornado negligente por me sentir presa.

Cada um com suas neuroses, eu com a minha de liberdade a todo custo.

terça-feira, julho 04, 2006

Sobre chatos e frases

Nem entrei na faculdade de Filosofia ainda, aliás nem vestibular fiz, e já virou rotina me deparar com gente chata citando esse ou aquele cara sem razão. Em três minutos percebo que se eu não entendi o porquê da citação, o chato que a fez muito menos. Mas por esses dias um dos chatos me apareceu com uma frase que já tinha ouvido antes e sempre que pensava nela gastava tempo e energia sem chegar à uma conclusão. Ela ficou esquecida por um bom tempo até a conversa. Pensar nela é um bom exercício, quase um esporte. Acho que o dia que entender (e espero mesmo um dia chegar à uma conclusão) e ela perder a aura indecifrável que tem vai ser menos interessante que fazê-la de passatempo. Enfim vamos à frase:

"Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos." (Diz o chato que é Nietzche, mas já peguei o mesmo declamando Bandeira e dizendo ser Drummond e sabe-se lá que besteiras mais anda falando por aí...)

(...)


Não me permito escrever minhas suposições porque até mesmo uma lata de lixo como meu b(obo)log um dia se enche demais e derrama, sem contar a preguiça que bateu depois de queimar os neurônios e gastar o Português escrevendo duas cartas longas.

Deu vontade de falar sobre a minha relação com o ato de escrever cartas e minha demora em responder desde simples recados no orkut à folhas e folhas de esforço sincero.

Mas fica pra outra hora.

Desconfio que andam visitando meu blog sem que eu saiba. Isso seria natural, se meu blog não fosse só pra uma meia dúzia de amigos a quem peço sempre que não dêem o endereço pra conhecidos. Maldita semana que deixei o endereço no orkut!!! É que eu tenho vergonha...

sábado, julho 01, 2006

Que mané Copa o quê...

...me deixem dormir!
....................................

Essa é uma daquelas horas que sucedem as mudanças, quando ainda não se entende bem os resultados que o novo terá. Mudanças geralmente são bem-vindas, já que na maior parte do tempo há algo fora de lugar, por consertar. Seria bom, se não fosse um pouco angustiante. Fica um sentimentozinho estranho no ar, dá vontade de não ver pessoas e passar o dia todo escondida na minha bagunça exercitando a preguiça. Dá vontade de nada, de ninguém.

segunda-feira, junho 26, 2006

Sufocando!

Precipitada é meu primeiro nome. Tanto nas horas de chorar, quanto nas de comemorar.

domingo, junho 25, 2006

Lei de Murphy é o cacete!

Gastei sete dias passando mal de ansiedade à toa por conta da minha pseudo-intuição. Pseudo sim, porque, se até o dia do último post ela ainda valia o crédito e a confiança que eu tinha nela, essa semana ela me sacaneou. Sacaneou bonito e eu nunca gostei tanto de ser sacaneada como agora. Ok então, daqui por diante corto relações com ela.

É né, fazê o quê? Que se dane, tô feliz... Viva o Acaso, viva, viva! Eu não me canso de dizer, ele me salvou hoje de novo.

Sim, sim, eu não deveria dar tanto mole e depender de acontecimentos improváveis pra me safar do resultado das minhas merdas e blá, blá, blá que repito pra mim o tempo todo. Concluo todo dia que daqui por diante não precisarei mais da boa vontade das forças ocultas que regem o equilíbrio do universo, mas eu não presto e me falta vergonha na cara. Fazê o quê? Que se dane, tô feliz... No exato momento eu faço promessas de não voltar a deixar furos, parar por aqui porque já tá de bom tamanho e essas coisas todas, já sabendo que não as cumprirei. Fazê o quê? Que se dane, tô feliz...

To feliz porque nunca cumpro promessas, to feliz por ser inconsequente, to feliz porque eu não presto e não tenho vergonha na cara e to muito, muito feliz por saber que minha intuição erra feio.

terça-feira, junho 20, 2006

Escolho meus amigos por intuição. Nada procuro de parecido comigo, nem simplesmente deixo as amizades surgirem. Escolho-os depois de observá-los e já os gosto antes de trocar a primeira palavra. Procuro sim algo de peculiar. Seja um sorriso doce, sejam olhos misteriosos e sensuais ou uma expressão sincera e calma no rosto, me lembro claramente do que me despertou simpatia em cada um dos meus amigos. Não sei explicar de maneira mais exata, mas senti uma enorme atração e simpatia imediata e sem porquês pelos amigos que tenho antes de conhecê-los. Não me lembro de ter errado na escolha.

Alguém um dia disse que não faz-se amigos, se reconhece-os. Quem quer que tenha sido, é um cara esperto.


E viva a amizade.

sexta-feira, junho 16, 2006

Meu blog, minha lata de lixo online. Desconfio que não nasci pra isso, vida de blog. Posts mal-acabados que mais parecem pirraça de criança... Devia mesmo tirar isso do ar...

Mas aí onde ia falar das coisas mais desimportantes e se saber ouvida por alguém, com o charme de poder fingir que se fala pra ninguém e sair ilesa das reações imediatas de chateação dos meus interlocutores?

Lugar nenhum.

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Feriado mais vazio. Os amigos abandonaram-me, o dinheiro cadê e até as bibliotecas fecharam as portas pra mim. E eu tava cheia de planos... Deveria saber que as coisas boas são sempre obra do acaso, e que os meus planos são contrato lavrado em cartório de que nada do que consta neles acontecerá. Tanto melhor... Meus planos não foram tão ousados quanto o resultado dos acasos desses últimos tempos. Até me lembrei de uma música que diz algo do tipo "o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído". Pena que é bem chata.


(Ainda precisando de um amigo fácil com um ouvido pra emprestar.)


quinta-feira, junho 15, 2006

I need an easy friend, I do, with an ear to lend...

Meia dúzia de palavras fizeram com que eu me sentisse só, mas tão só como há muito tempo eu não me sentia. E me deu uma vontade de chorar, não pelas palavras, mas pelo que elas fizeram vir à tona. Um sentimentozinho ruim e sem motivo e por isso tão ruim. Meia dúzia de palavras me fizeram duvidar de quem diz gostar de mim. Eu queria alguém que me aturasse um pouquinho hoje e que me dissesse que eu não sou chata como me sinto. Eu queria alguém que me fizesse sentir que sou alguma coisa além de um embaralhado de idéias inconciliáveis e sem sentido.

sábado, junho 03, 2006

De verdade? Se não me importasse, nem teria me preocupado em dizer isso.
Me importo pra caralho porque é comigo sim.

quinta-feira, junho 01, 2006

Eu continuo a não me importar. Acho que não é mesmo comigo.

Se for, melhor fingir que nem sei.

domingo, maio 28, 2006

O homem no chão pede
-Uma moedinha, siô!
-Sora dá um real!
e os passantes nada vêem.

No chão da passarela escorre o mijo do pedinte
como ácida acusação aos narizes.
O mijo fede à indiferença
amarelamente, desumanamente burguesa.

segunda-feira, maio 22, 2006

Primeiro e único pronunciamento a respeito de algo que não vale a pena

E uma hora enche o saco aquela palhaçada de criança que corta relações pra sempre três vezes por semana. E o pior de tudo é a insistência em fazer-se vítima. Nada fiz a não ser desistir de entender porque uma pessoa que diz gostar tanto de mim se afasta invariavelmente nos momentos em que estou mais feliz, pelos motivos menos compreensíveis. Gosto de jogos, mas não os que envolvem sentimentos, e essa é certamente a especialidade dele. Fazer-se de ofendido e sempre conseguir com que eu me sinta mal por um subentendido a respeito do qual nada posso fazer a não ser ignorar... (Já isso foi discutido um sem-número de vezes e sempre se chega ao mesmo lugar: o início.) Se eu insisto em ignorar certas coisas é para não machucar alguém que teima em assuntos há muito tempo resolvidos. Já tenho motivos suficientes para me emputecer a hora que eu quiser e nem por isso me sinto mal, pra quê lembrá-los o tempo inteiro? Pra que serve uma amizade que só existe se também existirem mil problemas que me deixem mal por semanas intermináveis? Não quero um amigo que de tão imaturo precise da minha fragilidade pra se sentir seguro. Quero amigos pra curtir comigo o quanto me sinto bem no momento. Quero amigos que se sintam tão bem pela minha felicidade quanto me sinto pela de cada um dos que tenho. Desisto e aceito (só agora aceito) que não vale a pena sustentar relações em nome dos velhos tempos. Tempos esses, importante lembrar, que , se foram bons como diz minha memória, nada devem por isso à essa amizade.

sexta-feira, maio 12, 2006

Acabei mordendo a língua a última vez que disse que esse ano de bom não teria nada.

Ter reencontrado pedaços de mim que havia perdido há muito já é suficiente pra reconhecer que os últimos meses têm sido especiais. Tudo, creio eu, por conta de pessoas que entraram ou voltaram à minha vida. Acho mesmo que estou até menos boba do que costumava ser. Mais feliz, ah, com certeza. Principalmente depois que me surpreendi ao perceber o quanto eu amo pessoas, e isso vindo de mim é digno de um feriado com festinha.

Desconfio que esse ano é o início de alguma coisa muito boa.

Tomara que não seja também o seu fim.

sábado, abril 29, 2006

A felicidade vai desabar sobre os homens

A primeira impressão é que as ruas se transformaram naquelas do bairro pobre que respira liberdade e um misto de esperança com tristezazinha pequena. Que nada, são só os óculos escuros que fizeram do cinza de tudo amarelo debaixo da luz. As árvores que nunca percebi balançando tímidas com - pasmem- florezinhas no alto das copas. E o sol que me olha por trás dos galhos e por trás das casas no morro. Dia estranho e só vejo sorrisos, sou toda sorrisos também. A correria da gente parecendo tão boba e diminuo o passo. Pena não ter minha câmera aqui, eu penso. Um molequinho deixa cair o sorvete no chão, faz bico batendo o pé e eu acho mesmo que isso é o limite de tristeza que cabe nesse dia. Os ônibus até parecem mais lentos, de tanto que eu insisto em achar em tudo um pedacinho do poema que andei ruminando por esses dias. Porém nesse espaço pequeno de tempo, enquanto caminho numa direção que evito por força do hábito, não cabe nenhuma cogitação séria ou qualquer tentativa de verbalizar as imagens tão comuns quanto preciosas que vou encontrando. Beleza inesperada eu achei hoje numa cidade que me sempre a nega chamada Caxias. Dá vontade de cantar assim:

"Menina , amanhã de manhã
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens."

quinta-feira, abril 27, 2006

I wanna be forgotten

Eu preciso estudar, eu preciso esquecer, eu preciso lembrar, preciso calar, preciso falar, preciso fingir, preciso não sentir, preciso aceitar, preciso entender, preciso dormir, preciso relaxar, preciso ligar, preciso desligar, preciso fazer de conta que faço o que preciso fazer senão eu nem sei.

Medo de reconhecer que pode ser a mesma coisa com nome diferente. eu não aguento nem pensar que posso estar caminhando de volta a coisas que de tão ruins ainda me fazem mal, mesmo depois de tanto tempo.

quinta-feira, abril 13, 2006

Prometi pra mim mesma que só postava quando algo tivesse mudado, e por mais de cinco minutinhos. Enfim algo - que eu ainda não consegui definir bem - está diferente. Eu até to estudando Física sem reclamar nos primeiros 10 minutos. Lavo louça, faço lanchinho pro meu irmão e a namorada e ainda deixo o café da minha mãe pronto. E parei de ouvir Los Hermanos de uma vez por todas (só volto quando esquecer as associações que eu fazia).

Eu to me vigiando o tempo inteiro pra não pensar demais. Deixar as minhocas na minha cabeça morrerem de fome, cansei de alimentá-las. Só são permitidos pensamentos negativos durante dois intervalos de 15 minutos ao dia (geralmente por volta de 12:10 para que acabem com o sinal de saída e às 18h, hora que não tem ninguém pra ouvir minhas cogitações absurdas à respeito do mundo e das pessoas). Otimismo exagerado de oito em oito horas, seguido de duas doses de realidade pra equilibrar a coisa. Manter-me cercada de retardados (no melhor dos sentidos) de senso de humor bem trash também têm me ajudado à acordar sozinha e de bom humor.