quarta-feira, janeiro 31, 2007

Isso num pode ta acontecendo cara... Durante uma boa fração da minha vida eu quis isso e agora eu finalmente consegui. Meu nome tá lá, eu to aprovada, eu vou exatamente pra universidade que queria, fazer exatamente o curso que queria. Mas bateu um "e daí?", bateu um vazio... A solidão voltou com tudo dessa vez e eu fico aqui invejando quem se entrega de verdade sem hesitar e que não perde tanto tempo pensando em teorias inúteis e burras, nem se prende a questionamentos que não vão levar de verdade a nada além de outros questionamentos igualmente sem solução e irremediavelmente incômodos. Back to the beginning, e essa frase é assustadoramente constante nesse blog e na minha vida. Eu sempre acabo sozinha e perdida, com a única variação de que dessa vez eu não sinto autopiedade, simplesmente porque eu mesma não consigo despertar nenhum sentimento em mim. Nem pena. Eu não me sinto capacitada, nem acho que tenho maturidade suficiente. Eu deveria crescer pelo menos uns dois anos pra poder viver a minha vida de um modo que fizesse mais sentido. Merda.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Yasmin diz:
mas sério
Yasmin diz:
eu sou biscate?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
NÃOOOOOO
Yasmin diz:
seja sincero
Yasmin diz:
de vc eu aguento ouvir qualquer coisa
Yasmin diz:
sou ou não sou?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
po kra se vc for biscate eu sou tb... eu sou biscate?
Yasmin diz:
não
Yasmin diz:
vc é biscoito
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
biscoto?
Yasmin:
todo mundo já comeu

domingo, janeiro 07, 2007

Dia lindo pegando chuva na estação de trem: conversa boa que não acabava mais. Matar as saudades e acidentalmente fazer um pequeno tour pela malha ferrovoiário do Rio de Janeiro. Um bom encerramento dos compromissos vestibularianos.

sábado, janeiro 06, 2007

Esse ano vai ser do carai

É só não ser idiota e estragar as coisas. O que não vai acontecer, porque pela primeira vez em muito tempo eu sei exatamente o que quero e como conseguir, independente das variações que o Acaso pode imprimir nos planos. Só há duas opções, e de coração, tanto faz, qualquer uma promete coisas muito boas.

Bêbada de otimismo sim, pra quebrar a rotina. Os motivos são sórdidos sim. Muito sórdidos.

"I am the son and the heir of a shyness that is criminally vulgar." Tudo a ver...


PS: Já deu sim, mas ainda vai dar muito mais.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

É...

Acho que já deu, né?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

De volta...

E cá estamos novamente, Arraial do Cabo, Arraial de vento, Arraial de sempre. Das ruas que terminam invariavelmente num lugar conhecido. Das caras de conhecidos estranhos, veranistas desde quando minha memória alcança. Arraial de meninas e meninos bonitos. Arraial de lembranças, do meu primeiro beijo. Arraial onde senti as saudades do primeiro namorado, e onde também me curei da fossa do final do namoro. Arraial do primeiro porre, do primeiro cigarro. Arraial pra onde todos os anos trago livros e saudades. Arraial nublado que é só meu e Arraial de sol pra todos. Arraial de queimaduras do sol, de balinhas de gelatina, do picolé "só fruta é o picolé, quem vai?" que o velhinho simpático vende na Prainha desde sempre. Arraial do melhor açaí do mundo e dos cabelos o tempo todo despenteados pelo vento que não dá descanso. Arraial de rostos que só duram instantes curtos, dos quais nunca mais saberei nada. Arraial de planos para o resto do ano, Arraial de butecos pequeninos, de quadros de barcos nas paredes. Arraial dos pescadores, muito mais Arraial, com seus conhecimentos e histórias. Arraial de casuarinas e do cais onde é tão mais gostoso sentar pra fazer nada. Arraial onde meus pés andam rápido livres, forros, levando a cabeça vazia de qualquer preocupação para ver mais pracinhas de canteiros coloridos. Arraial das pracinhas e crianças brincando. Arraial e suas pracinhas, eu criança brincava. Arraial do Cabo, Arraial de vento, Arraial de sempre.