sábado, julho 29, 2006

Quarta foi definitivamente um mês de progresso em 24h, que terminou com a minha adesão ao tratado de paz proposto pela minha mãe. É claro que a paz tem seu preço, por vezes caro, mas que já depois de tanta negociação, me pareceu muito simples e justo. Talvez falar de preço não seja uma boa, já que essa paz custará uns 200 reais por mês. De qualquer forma, ambas as partes parecem satisfeitas e aceitam as condições de bom grado. Ficou estabelecido o fim do regime de prisão domiciliar e a honestidade de minhas palavras, sem restrições. Não é nada fácil cumprir com essa regra, pois sempre resolvi meus problemas com minha mãe através de meios nada honestos, e diria até que os resolvia não os deixando surgir, usando de criatividade e discurso persuasivo. Ela, de sua parte, por vezes duvidava, mas por falta de provas contra engolia a nada saborosa desculpa. Meu discurso, no entanto, falhou o suficiente para sua credibilidade estar agora debaixo de sete palmos de chão. Recorramos então a outros métodos. Façamos o jogo alheio, como sempre, mas sob outra perspectiva. Façamos de maneira honesta, de modo a recuperar o poder de argumentação e questionamento perante à ordem. Há, é importante lembrar, um novo elemento a meu favor que figura, possivelmente, o resumo dos porquês de eu ter aceitado a mudança de tática. Este é a condição e a arma para que tudo funcione e o tratado perdure. O psicólogo, e essa palavra ecoa e ecoa nos meus ouvidos. Não de maneira a incomodar, mas soa bonito e acaricia os tímpanos. Nova fonte de argumentos, estes não fundados agora na pirraça de uma adolescente rebelde, e isso é tão cafona, mas fundados nas palavras de um profissional. Que moral que ela me deu, a psicóloga, que moral! Os outros dias têm sido o desenrolar natural dos acontecimentos, conforme o previsto mesmo. Sexta fui dar uma de interessada nos negócios familiares indo trabalhar com o papai. Mas foi um dia longo que merece um post exclusivo, fica pra outra hora.

Rendo-me ao vício:

Ressuscitando o orkut!

quarta-feira, julho 26, 2006

Desconectando

Me parece a única maneira de me desligar de certas coisas e algumas pessoas também. Fechar essas portas entreabertas.

Cometo então o orkuticídio.

terça-feira, julho 25, 2006

Drummond não estava brincando quando disse que o ano passado ainda não terminou

Ele continua nas coisas desse ano. Ando sentindo uma saudade grande do ano passado. Nem sei o porquê, mas dá vontade de voltar. É que foi quando as coisas começaram a mudar de verdade, alguns problemas aumentaram, ganhei outros tantos e resolvi alguns poucos. Se desse pra vcoltar, pouca coisa faria diferente, na realidade. O que faria era sentir mais algumas coisas, me demorar mais em algumas situações pra talvez entender melhor o porquê das coisas estarem desse jeito. Desconfio que não tem o menor sentido o que estou escrevendo, mas, bem, deixa pra lá... Saudades de uma conversa em especial, numa kombi indo pra qualquer lugar que não fosse o que havia dito à minha mãe. Uma rua com árvores e uma música na minha cabeça que eu nem curto tanto assim. Aquela conversa não foi sobre nada importante, e o que importa nem é o assunto, mas a maneira engraçada de eu ficar tão retraída e tão intimidada na frente de alguém que eu me sentia tão profundamente próxima. É como sempre fico ainda quando perto de alguém de quem gosto um pouco mais do que a mim. Um filme que nem aproveitei de verdade por estar ansiosa demais. Saudades da esperança gigante e das idealizações e de como eu tentava adivinhar o ano seguinte. Saudades de momentos que eu nem gostei e que até me deprimiam um pouco. Saudades de uma época que não foi boa, mas foi importante. Saudade um pouco egoísta, mas doce como toda saudade.

Das estratégias

Já é terça e eu nem morri de tédio ainda. Legal. Ando executanto as tarefas mais mecânicas possível, que exijam esforço físico e limitem o cérebro. Algo no estilo lavar banheiro, limpar janelas e carregar as compras e arrumá-las todas no armário. Nada que implique em pensar pode me fazer descansar. Sim, descanso me cansando, descanso de mim, que ando muito chata. E louvada seja a eterna poeira dos móveis, que eu limpo e limpo e ela sempre constante não me permite concluir a faxina. Estudar? Só se for qualquer matéria suficientemente burra e/ou desinteressante que só exija meia dúzia de fórmulas e uma pequena porção de equações. Isso tudo faz parte de uma série de precauções que ando tomando pra não lembrar de mim e de quebra fazer uma média com a senhora Monteiro e adiantar as matérias que detesto.

domingo, julho 23, 2006

Dos danos cerebrais (e emocionais)

Qual seria o extremo da solidão? Acho que nada supera postar 6 vezes em 2 dias num blog que sempre foi tão abandonado quanto um cachorrinho vira-latas. Se por acaso alguém leu os 5 posts anteriores (o que é bem improvável) vai concluir facilmente que eu estou carente até a vertigem. Eu não queria dizer, eu bem que tentei disfarçar mas são 7 e meia da noite de um dia que teve pelo menos 72 horas, das quais 48 eu passei em frente ao pc, então você pode imaginar o estado do meu cérebro e pior, o meu estado emocional. Hoje deveria ser um dia divertido, se reclamo tanto é porque estava animada o suficiente pra fazer a semana seguinte valer só pelas imagens de hoje e no entanto eu estou aqui. As imagens de hoje até agora resumem-se a um tiozão me chamando de menina levada crente que tava abafando (eeeeeca) e eu de pijama, cabelo bagunçado e triste por ter deixado de me divertir por um compromisso que nem aconteceu. Ai, ai, eu to enjoada de mim porque tive que me aguentar o dia inteiro sozinha e sem intervalos.

É sempre a mesma coisa, sempre foi. Todos os garotos são enfadonhamente iguais, todos dizem as mesmas besteiras desinteressantes, que vês por outra dou corda pra achar no final tudo um saco difícil de carregar. Não entendo nem aceito como posso não conseguir me relacionar bem com as pessoas que mais gosto, e isso vale pra qualquer tipo de relacionamento... Estou à beira da assexualidade, eu acho. Ok, ok, não venha me dizer que isso não existe, eu sei. Mas o caso é que eu to tããão sem perspectivas nesse sentido que seria pretensão dizer que sou heterossexual. No máximo heterossexual não-praticante, apesar de essa coisa de não-praticante ser pra gente que não quer assumir que não é e pronto. Bem que a vida poderia ser como nas comédias roliudianas, nas quais todos acabam cada qual com seu par, as mulheres com seus homens fabulosos, quase-príncipes musculosos e sensíveis, e os homens com as gostosas mais maravilhosas, louras e doces como brigadeiro. Não que eu queira um musculoso... Nem faz meu tipo. Muito menos as gostosas louras, ainda mantenho a minha (teórica) opção sexual. O caso é que todos acabam com seu par ideal, com a pessoa dos seus sonhos. Nem to reclamando de não estar com a pessoa dos meus sonhos, to reclamando mesmo é de não ter pessoa dos sonhos pra sonhar, o que nem é tão ruim assim, na realidade, já que idealizações fazem mal. Mas que elas são um passatempo eficaz, ah são. Eu até conheço uma pessoa que, se não me fizesse feliz, ao menos me faria aprender tanto quanto não pude até hoje. Aliás, conheço duas mas certamente não daria nada certo, dadas as circunstâncias atuais. Nem sei também se seria capaz de me apaixonar por elas, acho mesmo que não, por motivos que não fica bem dizer aqui. Mais que alguém que goste de mim, eu quero muito gostar de alguém. Eu juro cara, que quando gostar de alguém eu vou tirar a Terra de órbita se for preciso pra ficar com essa pessoa. É isso, eu quero alguém que me motive a algo, qualquer droga que seja, mas me motive a algo maior que meu mundinho egocêntrico. Será que é querer demais? E essa pergunta nem é retórica, pergunto de verdade porque começo a desconfiar que isso seja mesmo querer demais. Quero sentir algo grande o suficiente pra não mais deixar como está pra ver como é que fica, como disse em algum dos posts anteriores. Quero não aceitar como está e lutar pra ficar, não do jeito que o acaso quiser, mas do jeito que eu quiser. Antes, naturalmente que preciso querer um jeito de as coisas ficarem e é esse o elemento ausente. Eu só sei que não quero assim, mas isso não me leva a nada. Saber que uma situação não é confortável, bem, qualquer babaca consegue saber. Mas saber como as coisas ficariam bem é que separa a gente normal dos retardados. Retardados não sabem o que querem, limitam-se a reclamar incessantemente. Muito prazer, sou a retardada-mor mesmo. Antes de terminar o post gostaria de informar que minha situação deve parecer mais patética e deprimente do que eu sinto que ela é. Isso não muda muita coisa, mas, enfim, dá pra ter uma idéia de como anda meu cérebro depois da maratona no pc, que nem sequer é capaz de reconhecer que tá numa merda absoluta.

Da ausência de tudo

Conversar com estranhos é uma solução pro tédio. Papo furado sem expectativas e até sem assunto. Eu devo estar realmente mal, preferindo estranhos à gente conhecida. Síndrome de balcão de bar, disse o último desconhecido com quem conversei. Sorte que ele também sofre do mesmo mal. Conversamos tanto e por tão longo tempo que eu cheguei a pensar que não sou capaz de ter um diálogo tão duradouro com um amigo meu. Ando bem relapsa com meus amigos. Aliás, ando bem relapsa até comigo mesma, de pijama às 5 da tarde, cabelo bagunçado e unhas por fazer, comendo chocolate. E se fosse só esteticamente estaria legal, ou pelo menos suportável, mas nem é. Às vezes dá vontade de andar pelada na rua só pra sair da rotina. Se é que posso chamar a ausência total de acontecimentos de rotina, já que rotina pressupõe repetição de algo e não há nada a que se repetir. Não sei como cheguei ao ponto de esquecer de tomar banho e do aniversário do meu melhor amigo, nem sei se alguma coisa poderia reverter a situação. Só sei que se esse domingo não acabar em 5 minutos eu morro de vaziite aguda.
Desconfio que essas férias de mentira só servirão pra atrasar as coisas. Não há como descansar com uma pilha de coisas e folhas e livros me acusando de irresponsável e preguiçosa que tenho sido. Entretanto, é difícil manter o ritmo (que já era lento) acordando às 2 da tarde. Daí nem descanso, nem estudo. Saco de férias... Diversão é palavra fora do meu vocabulário ultimamente. Devo passar mesmo o tempo numa overdose de internet e filmes pra não perder o costume. Falando em filmes... Que filme hein, Lavoura Arcaica! O diálogo dos personagens do Senton Melo e Raul Cortez vale o filme inteiro. E as cenas da infância, que cenas lindas... Enfim, voltando ao assunto, acho que essa semana vai ser um grande domingão, e nem é daqueles coloridos não. Domingo dos chatos, com sol demais entrando pela janela, sono demais, horas e horas longas, longuíssimas horas demais. Domingo é um dia filho-da-puta mesmo. As ruas ficam feias, as pessoas cansadas, o sol quente queimando, a piscina vazia sem uma criança berrando e correndo em volta dela. O mundo tem mais o que fazer no domingo, eu não. Fico com a casa vazia, a tarefa por fazer, a vida pra acontecer na segunda. E quando acaba, ahhh, quando acaba o domingo é tão insuportavelmente chato. Definitivamente, domingo é a única coisa ruim que é pior quando acaba. Aquela droga de musiquinha do Fantástico, aquela droga de zona no quarto por arrumar, aquela droga de compromisso esquecido no outro dia, aquela droga irremediável de achar que a vida cotidiana é tão cansativa quanto um domingo de 24 mil horas vazias. Vazio. Vaziiiiio que dá eco é o que tenho sentido. Tudo em mim anda bem vazio, com excessão do estômago, sempre cheio de sentimentos mal-digeridos e açúcar que me enjoam a alma e engordam o corpo. Vomitaria tudo se tivesse dedos longos o suficiente para alcançar a garganta e atitude e imaginação pra deixar a merda de filosofia "deixa como está ra ver como é que fica" que vem guiando tudo que faço (ou deixo de fazer) desde o ponto mais longe que minha memória consegue alcançar. Não que ela seja boa e vá muito longe... Não, minha memória é bem fraca. Esqueço acertos e erros com uma facilidade impressionante, talvez por isso aprenda pouco ou nada quando deveria chegar às conclusões lógicas que me saltam na cara. Mas esqueço coisas, fatos e, triste, esqueço pessoas também. Mas issso é uma história suficientemente longa pra me deixar com preguiça e preferir o vazio do domingo à ressuscitar certos cadáveres já fedendo no passado dos meus sentimentos.

sábado, julho 22, 2006

Da falta de concentração

Pensando naquelas mãos... Ah, aquelas mãos... (e no resto todo também)

Relaxa, tudo passa...

Até uva passa, diz aquele trocadilho nada engraçado. Meus cinco minutinhos de desespero já passaram e eu tô até achando que a vida vale a pena, eu é que não valho nada. Maaas, enquanto houverem bons amigos, música boa, filmes fodas e um pedaço de parede não rabiscado no meu quarto, enquanto houver pelo menos um desses elementos, as coisas seguirão seu curso. E por falar em rabiscar paredes, isso deixou de ser brincadeira e descobri uma maneira muito intensa de exprimir tudo que não consigo escrever ou falar e vinha guardando no estômago sem poder digerir. Bom pra caralho. Rabisco, sujo e desenho por cima de figuras que eu recorto das revistas que acho por aí pela casa e no final é tudo uma grande bagunça que levo 3 dias pra arrumar. Vale a pena. Pena que paredes acabam e já isso me preocupa. Papel não é a mesma coisa. Não tem aquele charme, sabe... (e nem dá pra apagar os erros 30 vezes com sabão de côco e esponja).

Rendi-me e baixei um cd do tal Muse. Estava com medo que me pegassem de porrada na saída, já que ouvi tantos e tão insistentes protestos por nunca ter escutado a tal banda. To ouvindo agora e me dá a impressão de conhecer todo o cd. Estranho... Nem fede nem cheira. Até agora me parece rock de macho e eu não ouço rock de macho. Mas pra falar a verdade até que tem uns refrõezinhos interessantes...



Cansada do meu egocentrismo, cansada do meu egoísmo agudo, agudo e sem fim. Cansada de mim, de parecer o que não sou, cansada de não ser nada, nunca ser algo por inteiro, cansada de não me sentir completa em nenhum sentido. De saco cheio de ser um monte de pedacinhos de coisas que não entendo, todos misturados em desordem. Eu to muito cansada de viver num mundo tão ridículamente pequeno que não há espaço nem mesmo pra mim, enjoada, enojada desse mundinho fechado. Enojada de uma mente e um coração fechados, medíocres, covardes. Enjoada da minha covardia, minha covardia tão sempre constante em tudo o que faço. Cansada de ver espelhos em todo lugar. Cansada de odiar espelhos, sufocando por não conseguir exprimir nem 2% do pouco que vale a pena exprimir que há em mim. De saco cheio de reclamar sempre, mas apenas reclamar. Quero vomitar a minha hipocrisia toda na cara de tudo, vomitar o quanto odeio não ver soluções e o quanto odeio me sentir tão intesamente presa como me sinto agora. Quero cuspir na cara do meu tédio tudo quanto não fizer sentido e me vier à cabeça. Eu quero... Eu nem sei, acho que estou só muito cansada... Eu quero qualque coisa que me mova, qualquer causa, justa ou não, pra esquecer do modo como venho sendo egoísta. Quero querer algo que não seja pra mim e queimar minha covardia, aniquilar sem perdão tudo que me reflete.

quinta-feira, julho 20, 2006

Naftalina emocional

Dia mais esquisito... De repente todos ficaram mudos. Ansiedade por nada, besteira de bobo. Ah, que dia mais branco... indo em direção a coisa nenhuma pelas ruas da expectativa sem fim. Nenhum arrependimento, nenhum lamento, nenhum rancor. O já ido me parece tão bobo e ao mesmo tempo tão bom que não tenho outra escolha, senão livrá-lo de qualquer julgamento regado à saudade grande, grande e aos sentimentalismos que me ocorrem agora. Não falo do ontem, que por muito recente ainda habita o meu presente. Falo do antes, dos tantos antes tão longos e repetitivos, aqueles antes que foram tanto e tão longamente meu presente feliz, feliz agudamente, feliz até a vertigem. Nenhuma outra felicidade durou os dias muitos que durou essa. E a teimosia, ah, a teimosia dá saudades...

terça-feira, julho 11, 2006

Postando besteiras (já que ninguém lê)

Passando por uma daquelas crises em que todo mundo parece insuportavelmente chato. Me sentindo cobrada, me cobram atenção e não há nada mais eficaz pra me afastar de alguém que me sentir pressionada à fazer isso ou aquilo. Por que será que tanta gente ainda insiste em ir na contra-mão do confortável e do espontâneo? Insegurança? Mas que saco, isso! Nada do que me pareça um compromisso sou capaz de conciliar com sentimentos. Compromissos são burros por suporem que suas premissas serão eternas. É pra mim inadmissível que uma amizade se torne compromisso, eu simplesmente não suporto me sentir comprometida. Isso vai contra tudo que considero fundamental em qualquer relacionamento.Péssimo, é verdade. Mas dá licença, me dá espaço pra ser chata como quero? Dá licença pra acordar de mau-humor e não querer dar maiores explicações sobre meus problemas? Dá licença pra contar só o que me dá vontade, sem ter que ouvir uma tempestade de perguntas indiscretas e magoadas? É ou não é direito meu escolher se quero ou não estar ou conversar com alguém? Me deixem, please. Parece que o mundo resolveu me sufocar! Quanto mais me prendem, tanto mais me afastam. Começo a achar que eu é quem provoco esse tipo de atitude nas pessoas. Serei eu negligente? É bem possível, mas o caso é que é bem possível também que tenha me tornado negligente por me sentir presa.

Cada um com suas neuroses, eu com a minha de liberdade a todo custo.

terça-feira, julho 04, 2006

Sobre chatos e frases

Nem entrei na faculdade de Filosofia ainda, aliás nem vestibular fiz, e já virou rotina me deparar com gente chata citando esse ou aquele cara sem razão. Em três minutos percebo que se eu não entendi o porquê da citação, o chato que a fez muito menos. Mas por esses dias um dos chatos me apareceu com uma frase que já tinha ouvido antes e sempre que pensava nela gastava tempo e energia sem chegar à uma conclusão. Ela ficou esquecida por um bom tempo até a conversa. Pensar nela é um bom exercício, quase um esporte. Acho que o dia que entender (e espero mesmo um dia chegar à uma conclusão) e ela perder a aura indecifrável que tem vai ser menos interessante que fazê-la de passatempo. Enfim vamos à frase:

"Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos." (Diz o chato que é Nietzche, mas já peguei o mesmo declamando Bandeira e dizendo ser Drummond e sabe-se lá que besteiras mais anda falando por aí...)

(...)


Não me permito escrever minhas suposições porque até mesmo uma lata de lixo como meu b(obo)log um dia se enche demais e derrama, sem contar a preguiça que bateu depois de queimar os neurônios e gastar o Português escrevendo duas cartas longas.

Deu vontade de falar sobre a minha relação com o ato de escrever cartas e minha demora em responder desde simples recados no orkut à folhas e folhas de esforço sincero.

Mas fica pra outra hora.

Desconfio que andam visitando meu blog sem que eu saiba. Isso seria natural, se meu blog não fosse só pra uma meia dúzia de amigos a quem peço sempre que não dêem o endereço pra conhecidos. Maldita semana que deixei o endereço no orkut!!! É que eu tenho vergonha...

sábado, julho 01, 2006

Que mané Copa o quê...

...me deixem dormir!
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Essa é uma daquelas horas que sucedem as mudanças, quando ainda não se entende bem os resultados que o novo terá. Mudanças geralmente são bem-vindas, já que na maior parte do tempo há algo fora de lugar, por consertar. Seria bom, se não fosse um pouco angustiante. Fica um sentimentozinho estranho no ar, dá vontade de não ver pessoas e passar o dia todo escondida na minha bagunça exercitando a preguiça. Dá vontade de nada, de ninguém.