domingo, outubro 29, 2006

Retificando

PAOCOMOVO diz:
entaum edite a msng do seu blog
Yasmin diz:
é... vou mesmo

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Na verdade, editar não vou não... Só farei uma observação: eu sou retardada também. Mas isso não faz de você menos retardado, só mostra que tem o mínimo de coerência procurando pessoas como você. =)

sexta-feira, outubro 27, 2006

"E agora eu me pergunto: E daí?"

A inquietação e a falta são o estado natural dos homens. Desde o mais longe que minha memória consegue alcançar, vejo nos olhos dos que me falam, algo a denunciar uma ausência muito maior do que se pode perceber nos fatos concretos. Mudam-se os problemas, mas ali está sempre aquela angustiazinha de quem ainda não conseguiu o que precisa. Quase como se os infortúnios fossem apenas álibis para assumirem a vontade que não passa de vomitar uma coisa de gosto muito pior que comida semi-digerida.

É assim que tenho me sentido. Como dizia Raulzito... Ouro de tolo, é o que desejei tanto e tão sinceramente acreditei ser o pedacinho que faltava pra completar meu eu tão partido. No entanto, ainda me sinto partida e ainda me sinto sozinha. É uma solidão de razões que por hora são indecifráveis. Uma solidão de palavras, de gestos. Sentir como se minha garganta fosse incapaz de expulsar o que está preso nela há anos, sentir as palavras se recusando à prestar-me o serviço da recusa e da opinião... Minhas mãos que não conseguem transmitir o calor e tudo o que julgo importante expressar, tudo tão falho e travado. Fragmentado e insuficiente, preso. E eu tentando conectar-me, e eu tentando abrir minhas portas e janelas trancadas. Faltam-me vias para isso e essas tais que venho tentando abrir, creio que as direcionei a pontos - ou melhor seria dizer pessoas? - impossíveis. Mudá-los agora é necessidade óbvia e vontade nula. Não me escutaram... Será por que eu não soube dizer, ou não souberam (nem quiseram) escutar?

terça-feira, outubro 24, 2006

Não, eu não sei ser delicada...

PAOCOMOVO diz:
Mesmo que não acredite
PAOCOMOVO diz:
eu te adoro
Yasmin diz:
desculpe a indelicadeza...
Yasmin diz:
mas você é retardado



o.O

Acabei de ler num álbum do orkut: "Pessoa especial da semana". Cara, que isso!? Então o prazo de validade é de sete dias? Depois não entendem porque eu odeio pessoas, principalmente as normais... (Eu tinha que registrar minha indignação aqui.)

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Ansiedade sf. Estado afetivo em que há sentimento de insegurança.


segunda-feira, outubro 23, 2006

domingo, outubro 22, 2006

Das necessidades fundamentais

Teimosia sem tamanho de querer o que não é meu, e o que é, dispensar. Cabeça-dura-cabeça-dura-cabeça-vazia-dura-doendo. A maioria aprende na base da porrada, outros simplesmente não aprendem.

Há um ponto em que a gente se vê com um olhar tão negativo, que até mesmo se achar despresível parece pretensão. Doidera.

Eu sei o que quero sim... Eu quero construir algo e ter fé. Mas me faltam alicerses. Me falta um projeto também. Mas o que deveria vir antes? Eu acredito que o projeto, e aí é que tá, essa é a parte mais difícil.

Tudo que enxergo hoje é a falta de coerência e a ausência de sentido nas coisas. Falta-me um ponto de referência, um ângulo mais definido de ver a vida de um modo geral.

Eu me lembrei agora de uma tirinha genial do Calvin (nessa não tem o Hobbes) que flertava com o cubismo. O pai do Calvin em meio à uma discussão pede pro garoto por-se no lugar dele. Ao fazer isso, assumir outro ponto de vista, fica confuso e o desenho assume traços cubistas. E ele diz algo sobre a persperctiva única ter sido quebrada e os múltiplos ângulos fornecerem informações simultâneas além do que ele pode digerir.

Pena que não achei pra postar aqui.

sábado, outubro 21, 2006

E o diabo já dizia que a vaidade é seu pecado preferido...

Eu nem sei bem o que fazia lá, já que se divertido não era, não era também necessário. Mas lá estava acomodada bem de longe numa poltrona rasgada de espumas a pular pra fora do couro. Muitos pequenos, todos uniformemente vestidos com camisas de escola pública e desinteresse preguiçoso nos olhos. Creio que a maioria não soubesse (como eu) o propósito de se estar ali, mas estes foram convidados de maneira impositiva, e então não puderam optar por ausentar-se. O clima era de uma feira cultural de ginásio, onde toda a graça e o significado, todo o interessante trabalho desenvolvido pelos pequenos só é enxergado pelos olhos adultos. Eu observando só, aquilo que já me ia dando sono e fazia o pensamento divagar pelas coisas mais desimportantes do dia ou da semana. E eis que chega o momento de dar voz aos pequenos que ali estavam. Um falou, outro também, e uma por sua vez só gaguejou. Um molequinho em especial, baixinho e gordo, de nariz gozadamente suíno e ar óbvio de um vaidoso tomou o microfone. Falou e falou e me comoveu. Palavras tão naturalmente pronunciadas e tão cuidadosamente escolhidas, fizeram uma grande síntese de todas as horas que passei na minha poltrona rasgada. É verdade, é bem provável que não desse valor nenhum ao próprio discurso, como sua volúpia vaidosa denunciava. Falava pelo prazer de ser escutado, e às reações entusiasmadas dos interlocutores seu discurso tomava mais e mais emoção. Vaidade sim, purinha. Mas foi o pecado mais comovente que já presenciei.

domingo, outubro 15, 2006

5 minutinhos de sentimentalidades

Teorizar sobre qualquer situação estando fora dela é tão idiota quanto rasgar dinheiro e comer merda. Pois eis que surge o momento de fazer valer tudo o que acredita e é a grande contradição em pessoa. Fraqueja, se equiva e finge não perceber o quanto é difícil sustentar o peso dos desejos mais primitivos. E eles ali, a te acusar de tão humana quanto qualquer um que você adorava reprovar. Egoísta sim, e possessiva também... C-I-Ú-M-E-S! Pronto, falei.

sábado, outubro 14, 2006

Pretty lies

Você passa a vida inteira achando que o universo é desinteressante assim porque as pessoas vivem a te limitar com sua moral, que nunca te convenceu de ser justa, nem quando você tinha 10 anos e era coroinha. Se convence de que a sua gaiola foram os outros que construíram e lá te enfiaram e a única esperança de sair dela é ir morar num cômodo que fede e tem infiltrações pelo teto, isso só depois de trabalhar um bom tempo num emprego que te escraviza, se meter numa outra gaiola. Mas na primeira oportunidade de mostrar que de fato a culpa não é sua, você covardemente se encolhe no fundo da gaiola e percebe que só é prisioneira da sua própria covardia e da falta de amor-próprio, que você nunca soube mesmo o que era. E sempre esteve convencida de que ninguém mesmo é feliz, por mais que o mundo e as pessoas te dêem demonstrações sinceras de que você está enganada. E então cai a sua ficha e você é obrigada a admitir que seus problemas maiores - aqueles que de tão grandes você não é capaz de identificar - são tudo um produto da sua falta de coragem e da sua autopiedade. E sempre achou que as pessoas têm valores sem fundamentos, até se descobrir sem princípios e sem apoio da própria consciência. Acreditou um longo tempo que não se ofendia por não ser uma pessoa chata o bastante pra guardar rancor e vê que na verdade é pura falta de auto-respeito. Olha pra si e vê qualquer coisa que não o que as pessoas acham que você é. Olha e não vê ninguém além de uma pessoa que você não conhece e que não te parece grande coisa.

terça-feira, outubro 03, 2006

Caraminholas...

E esse cheiro de estranhamento que tudo anda exalando ultimamente. Tudo com uma cara tão inédita que é como se houvessem pintado de cores novas a poeira, o sol e as tristezas. Não estão mais bonitas, nem digo mais feias, mas incompreensivelmente novas, as coisas todas do mundo. O mundo mudou e fui pega de surpresa e tento agora acompanhar e entender o que mudou de lugar. É quase gostosa a sensação de desencaixe, se não fosse pela angustiazinha e pela vertigem que dá procurar sem sucesso qualquer traço de familiaridade no cotidiano que entortou discretamente, sem que fosse possível impedir. Familiaridade também não tenho comigo mesma por esses dias e é bem possível que tudo esteja como dantes e eu tenha, de fato, virado do avesso como vinha tentando. Caraminholas... Vou levar tempo até digerir todas essas novidades velhas.