Vontades nunca atendidas, lirismo corrompido por tudo que toco e tudo que tange. As expectativas, folhas mortas e amareladas despedindo-se do futuro, esquecidas em uma gaveta a mofar. O que passou insiste em repassar minha impossibilidade de movimentar-me. Nada mais dói, nada mais é doce. A não ser esses olhos, que passeiam por perto, esses olhos tão chorosos e tão dúbios escondendo insondáveis histórias e machucados eternos. Olhos de chuva cinza, complacentes olhos, dolorosamente sorrindo, fugitivos. A covardia entretanto, mãos amarradas... Se as estendo é no escuro, pelas costas, de maneira tão pouco honesta e tão medrosa que é imperceptível.
sexta-feira, maio 11, 2007
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