Esse aqui é pra ser lido por pura e fria curiosidade por furos dos tempos já idos.
Mas não recomendo.
: )
PS: Espantoso como esse blog nasceu pra ser meu ontem... Dos posts ao template, tudo aqui foi escrito na pressa de que virasse passado.
terça-feira, julho 31, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
De casacos e mistérios
Vontades nunca atendidas, lirismo corrompido por tudo que toco e tudo que tange. As expectativas, folhas mortas e amareladas despedindo-se do futuro, esquecidas em uma gaveta a mofar. O que passou insiste em repassar minha impossibilidade de movimentar-me. Nada mais dói, nada mais é doce. A não ser esses olhos, que passeiam por perto, esses olhos tão chorosos e tão dúbios escondendo insondáveis histórias e machucados eternos. Olhos de chuva cinza, complacentes olhos, dolorosamente sorrindo, fugitivos. A covardia entretanto, mãos amarradas... Se as estendo é no escuro, pelas costas, de maneira tão pouco honesta e tão medrosa que é imperceptível.
quinta-feira, abril 05, 2007
"If I could make the world as pure and strange as what I see..."
Ando especialmente sonhadora nos últimos dias. Deve ser a mistura dos discretos sorrisos, dos perfumes secretos e dos olhares doces que têm sido estranhamente frequentes. É uma espécie de primavera do meu submundo, que sempre vai e vem imprevisivelmente.
Se me permitissem uma alteração, provavelmente a única seria torná-la acessível ao resto do mundo.
É sim, é bem como me sinto. Solitária no meio de flores... Sorrindo sem motivos, olhando pro vazio.
terça-feira, março 27, 2007
Gás
Este é um daqueles momentos de ansiedade que enchem o estômago de borboletas nervosas e precedem acontecimentos que até bem pouco tempo figuravam só nos sonhos. Tô me sentindo a Mulher Maravilha, só que sem os peitos maravilhosos. Medo? Quê isso? Só conheço sorrisos e a vontade sem tamanho de fazer aquilo tudo que eu planejei dar certo.
terça-feira, março 20, 2007
Desculpas ou Da arte de gerar consolos
Acontece que o meu otimismo é exagerado. Costuma me levar a atitudes ilógicas. Mas eu nunca passei mesmo por cima da minha vontade em nome da lógica, especialmente uma tão cheia de incertezas (que são provavelmente certezas ruins amenizadas pela minha ótica).
Grande distância entre otimismo e auto-confiança. Essa aí eu definitivamente não tenho. Menos mal, estaria agora doendo se eu me tivesse decepcionado.
Bem confortável culpar um traço da personalidade, dirá alguém. Se não diz, digo eu mesma, é super confortável, porém quando se tem consciência disso as coisas ficam ainda mais incômodas e confusas.
Que seja... Acontece todo dia (eu acho).
sexta-feira, março 16, 2007
Tá foda.
Ok, eu tô tentando. E vamo vendo como fica essa merda. Merda sim, e é bem provável que eu não estivesse usando essa palavra feia pra uma coisa até de certa forma feliz se eu não tivesse frustrado meu último plano-b-novo-e-sensacional. MSN dos inferno.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Metalinguagem
Impressionante os que sabem domar as palavras. Minha relação com elas é tão conflitante, tão cheia de fugas e buscas mal-sucedidas que não posso deixar de estranhar e admirar quem faz delas o que quer.
Esse é um dos meus muitos platonismos. Sempre estou a olhá-las de longe com a curiosidade e a volúpia do que me é alheio e por razões que não me são claras ainda, nunca consigo uma aproximação maior do que o necessário e óbvio. Tudo o que vai além disso é espremido com força, catado à custa de suor e esforço sincero dentro do mundo mudo interior.
Travo batalhas inúmeras e diárias a fim de traduzir as coisas mais banais e a simplicidade do cotidiano prático, quase totalmente indizível. Estas agora que escrevo não foram escolhidas, são como um único caminho, a única ferramenta achada e se aqui configuram não é por mérito de significação ou por questões estéticas. É puramente por não ter à mão qualquer opção, privilégio que não me foi dado nem adquirido ao longo da minha busca.
Nunca me satisfiz com uma palavra sequer que eu tenha dito ou escrito. Nunca! Sempre soube que haviam melhores e mais diretos meios de expor o que quer que seja, mas as pestes sempre me dão sobras, cascas e raspas do seu serviço, coisa que só me é concedida depois de fazerem-me doer a mudez angustiada dos seus desafetos.
Palavras me doem, cada uma delas dói de maneira singular. As que casualmente me são cobradas de pronto, de maneira a serem reação imediata, essas ainda mais e de um jeito estrangulador antes de saírem. Se as falo, é unicamente por medo de morrer finalmente sufocada com tantas delas por sair.
Se em cada discurso meu pudesse se reconhecer a luta desesperada e assustadora de que foi fruto, seria impossível admitir-me ironias, deboches ou qualquer outra inversão de sentidos. Isso por pura falta de habilidade. Mas talvez então desse reconhecimento se chegasse ao ponto de onde deveria partir qualquer início de comunicação entre eu e qualquer um que fosse. Ter a sensibilidade de entender mais os silêncios que as palavras, pois estes significam tudo o que a tentativa frustrada de dizer não pôde.
Num diálogo perfeito não haveria palavras.
Falo por necessidade dura e visceral. E dói.
Esse é um dos meus muitos platonismos. Sempre estou a olhá-las de longe com a curiosidade e a volúpia do que me é alheio e por razões que não me são claras ainda, nunca consigo uma aproximação maior do que o necessário e óbvio. Tudo o que vai além disso é espremido com força, catado à custa de suor e esforço sincero dentro do mundo mudo interior.
Travo batalhas inúmeras e diárias a fim de traduzir as coisas mais banais e a simplicidade do cotidiano prático, quase totalmente indizível. Estas agora que escrevo não foram escolhidas, são como um único caminho, a única ferramenta achada e se aqui configuram não é por mérito de significação ou por questões estéticas. É puramente por não ter à mão qualquer opção, privilégio que não me foi dado nem adquirido ao longo da minha busca.
Nunca me satisfiz com uma palavra sequer que eu tenha dito ou escrito. Nunca! Sempre soube que haviam melhores e mais diretos meios de expor o que quer que seja, mas as pestes sempre me dão sobras, cascas e raspas do seu serviço, coisa que só me é concedida depois de fazerem-me doer a mudez angustiada dos seus desafetos.
Palavras me doem, cada uma delas dói de maneira singular. As que casualmente me são cobradas de pronto, de maneira a serem reação imediata, essas ainda mais e de um jeito estrangulador antes de saírem. Se as falo, é unicamente por medo de morrer finalmente sufocada com tantas delas por sair.
Se em cada discurso meu pudesse se reconhecer a luta desesperada e assustadora de que foi fruto, seria impossível admitir-me ironias, deboches ou qualquer outra inversão de sentidos. Isso por pura falta de habilidade. Mas talvez então desse reconhecimento se chegasse ao ponto de onde deveria partir qualquer início de comunicação entre eu e qualquer um que fosse. Ter a sensibilidade de entender mais os silêncios que as palavras, pois estes significam tudo o que a tentativa frustrada de dizer não pôde.
Num diálogo perfeito não haveria palavras.
Falo por necessidade dura e visceral. E dói.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Platonismos
Um amigo me falou há uns dias de uma metáfora interessante sobre pessoas. São todas copos com furos no fundo. Alguns maiores que os outros. E eu, segundo ele, nem tenho fundo. Me senti uma espécie de monstro devorador de felicidades, insaciável.
Talvez assim, descontextualizado, não faça tanto sentido quanto fez na conversa. Talvez eu devesse falar do vazio que segue todas as minhas conquistas, invariavelmente. Talvez eu devesse mencionar o quanto sou dada a platonismos, tão fora de moda.
Mas deixa pra lá... Nunca fui de falar mesmo.
Talvez assim, descontextualizado, não faça tanto sentido quanto fez na conversa. Talvez eu devesse falar do vazio que segue todas as minhas conquistas, invariavelmente. Talvez eu devesse mencionar o quanto sou dada a platonismos, tão fora de moda.
Mas deixa pra lá... Nunca fui de falar mesmo.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
E era tão óbvio mas ele a insistir e fechar os olhos e tudo o mais que pudesse se abrir entre eles. Punhos, palavras e o olhar duros. Paladar egoísta de quem não percebe o doce dentro da casca. Ela então a apontar erros e falhas, sempre as suas invertidas no outro. Culpa de quem não sente, culpa de quem nunca fez sentir. De quem era a vez no jogo, pois? Sensibilizar-se ou sensibilizar?
sábado, fevereiro 24, 2007
Wonder around...
"Sempre que a gente tá junto, a gente fala disso..."
"Mas disso o quê? A gente sempre fala de tanta coisa."
"Disso, ué. De tudo."
Crescer é perigoso, mas assim até que eu gosto.
"Mas disso o quê? A gente sempre fala de tanta coisa."
"Disso, ué. De tudo."
Basta uma palavrinha e é como se abríssemos um parêntesis na realidade pra criarmos uma paralela mais verdadeira e mais honesta, como em nenhum momento fora dela a gente consegue ser. O momento é sempre o acaso mais imperfeitamente arranjado, com calor demais ou chuva na estação, vento que muda o curso e qualquer outra coisa cotidiana figurando secundária, só como imagem. Cinematograficamente espanhol, com o bem não intensional e a felicidadezinha triste de quem espera por coisas doces e distantes. Olhar nos olhos dá medo e pode ter consequências seríssimas, então a gente fala e aponta qualquer besteira do outro lado da rua e dicute os sonhos com a maior franqueza que cabe numa conversa. Cada palavra e cada piadinha é crescer 5 centímetros de maturidade sem se dar conta do quanto isso é sério. Depois dormir como crianças no chão da sala pra despertar do sono, mas nunca do sonho.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Ok, sem dramas
Semaninha divertida me fez ver o tamanho da sorte que eu tenho tido. E esqueça-se o post anterior. =)
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Isso num pode ta acontecendo cara... Durante uma boa fração da minha vida eu quis isso e agora eu finalmente consegui. Meu nome tá lá, eu to aprovada, eu vou exatamente pra universidade que queria, fazer exatamente o curso que queria. Mas bateu um "e daí?", bateu um vazio... A solidão voltou com tudo dessa vez e eu fico aqui invejando quem se entrega de verdade sem hesitar e que não perde tanto tempo pensando em teorias inúteis e burras, nem se prende a questionamentos que não vão levar de verdade a nada além de outros questionamentos igualmente sem solução e irremediavelmente incômodos. Back to the beginning, e essa frase é assustadoramente constante nesse blog e na minha vida. Eu sempre acabo sozinha e perdida, com a única variação de que dessa vez eu não sinto autopiedade, simplesmente porque eu mesma não consigo despertar nenhum sentimento em mim. Nem pena. Eu não me sinto capacitada, nem acho que tenho maturidade suficiente. Eu deveria crescer pelo menos uns dois anos pra poder viver a minha vida de um modo que fizesse mais sentido. Merda.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Yasmin diz:
mas sério
Yasmin diz:
eu sou biscate?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
NÃOOOOOO
Yasmin diz:
seja sincero
Yasmin diz:
de vc eu aguento ouvir qualquer coisa
Yasmin diz:
sou ou não sou?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
po kra se vc for biscate eu sou tb... eu sou biscate?
Yasmin diz:
não
Yasmin diz:
vc é biscoito
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
biscoto?
Yasmin:
todo mundo já comeu
mas sério
Yasmin diz:
eu sou biscate?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
NÃOOOOOO
Yasmin diz:
seja sincero
Yasmin diz:
de vc eu aguento ouvir qualquer coisa
Yasmin diz:
sou ou não sou?
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
po kra se vc for biscate eu sou tb... eu sou biscate?
Yasmin diz:
não
Yasmin diz:
vc é biscoito
Tô me sentindo meio janta hoje, Tô me sentindo meio arroz com feijão! diz:
biscoto?
Yasmin:
todo mundo já comeu
domingo, janeiro 07, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
Esse ano vai ser do carai
É só não ser idiota e estragar as coisas. O que não vai acontecer, porque pela primeira vez em muito tempo eu sei exatamente o que quero e como conseguir, independente das variações que o Acaso pode imprimir nos planos. Só há duas opções, e de coração, tanto faz, qualquer uma promete coisas muito boas.
Bêbada de otimismo sim, pra quebrar a rotina. Os motivos são sórdidos sim. Muito sórdidos.
"I am the son and the heir of a shyness that is criminally vulgar." Tudo a ver...
"I am the son and the heir of a shyness that is criminally vulgar." Tudo a ver...
PS: Já deu sim, mas ainda vai dar muito mais.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
De volta...
E cá estamos novamente, Arraial do Cabo, Arraial de vento, Arraial de sempre. Das ruas que terminam invariavelmente num lugar conhecido. Das caras de conhecidos estranhos, veranistas desde quando minha memória alcança. Arraial de meninas e meninos bonitos. Arraial de lembranças, do meu primeiro beijo. Arraial onde senti as saudades do primeiro namorado, e onde também me curei da fossa do final do namoro. Arraial do primeiro porre, do primeiro cigarro. Arraial pra onde todos os anos trago livros e saudades. Arraial nublado que é só meu e Arraial de sol pra todos. Arraial de queimaduras do sol, de balinhas de gelatina, do picolé "só fruta é o picolé, quem vai?" que o velhinho simpático vende na Prainha desde sempre. Arraial do melhor açaí do mundo e dos cabelos o tempo todo despenteados pelo vento que não dá descanso. Arraial de rostos que só duram instantes curtos, dos quais nunca mais saberei nada. Arraial de planos para o resto do ano, Arraial de butecos pequeninos, de quadros de barcos nas paredes. Arraial dos pescadores, muito mais Arraial, com seus conhecimentos e histórias. Arraial de casuarinas e do cais onde é tão mais gostoso sentar pra fazer nada. Arraial onde meus pés andam rápido livres, forros, levando a cabeça vazia de qualquer preocupação para ver mais pracinhas de canteiros coloridos. Arraial das pracinhas e crianças brincando. Arraial e suas pracinhas, eu criança brincava. Arraial do Cabo, Arraial de vento, Arraial de sempre.
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