sexta-feira, dezembro 29, 2006

Descrever o dia?

Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!! Aêêêêêêêê!!!

É, acho que já deu pra sacar o clima... Aêêêêêêêê!!!

Navalha

"E não é que bateu?
o azul encarnou
e não é que bateu
o bom e velho, novo amor?"


Bárbara e os Perversos, bom demais. Viciei nos caras. Estão no Trama, escutem e viciem também:
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=18914

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Pela janela

Mulata, de Di Cavalcanti

Eu vi a moça passar. Da janela eu vi, ela toda de brigadeiro, andando molemente pela rua molhada. Ela molhada também da chuva, mas não corria não. A moça de brigadeiro ia reluzindo, se requebrando toda dentro do vestido folgado, com toda calma e todo o charme de seus chinelos de dedo, que seus pés faziam saltos agulha. E desfilava na passarela da calçada sobre o lixo com a fineza toda cheia de samba que é própria de moças assim. Não a chamo bela, mas tinha algum tempero não sei de quê que a fazia digna de todos os olhares que atraia. E dava quase pra adivinhar a teimosia quente e sensual que qualquer homem atende só de olhar nos olhos dela, teimosia de quem anda devagarinho na chuva, de chinelas sobre o lixo sem desandar com o rebolado. E embora não tivesse pressa, foi curto meu tempo de espioná-la. O meu pedaço de rua através da janela é curto, diabo de janela pequena. Mas tem o tamanho exato do mínimo que permite ver a poesia dessas moças, doces de chocolate. Depois que ela passou, a rua ia quase se acabando já de saudade, que não é sempre que pés dessa ordem a pisam. Da janela eu só via então no vidro meu reflexo, tão pálido. E ele ficou ali no vidro, me olhando e lamentando não ter a doçura das moças de brigadeiro.


Os de visão perfeita nunca conhecerão o prazer de um míope ao colocar os óculos pela primeira vez. Sem exageiros, é mágico descobrir que o mundo não é embaçado e mal-definido como parecia e que as pessoas podem ser reconhecidas a mais de um metro e meio de distância.


E o calor deu um tempo, mas as coisas seguem esquentando, posto que devagar.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Há poesia

na dor
na flor
no beija-flor
no elevador.

de Oswald de Andrade, que se esqueceu de dizer que também há poesia entre os prédios de Caxias.

domingo, dezembro 24, 2006

Campanha: Não Odeie o Natal

Cara, não adianta dizer que o Papai Noel é apenas um ícone nojento do "capetalismo" e todo o blá, blá, blá. Guardem vocês, críticos do Novo Testamento, seus argumentos pra provar que Jesus na verdade era um maconheiro que praticava amor livre e que Maria teve 38 filhos, cada um com um pai. Desistam: o Natal é inevitável, goste você ou não. Eu costumava detestar, mas esse ano resolvi fazer diferente. Vencendo preconceitos, ou algo do gênero. Não que eu tenha sido tomada por uma inspiração cristã vinda dos céus ou pelo furor consumista da data... É que ah, reunião familiar, aquela coisa toda... É legal. E as comidas né! Sei lá, no fim não vi muitas razões pra continuar odiando o Natal. Tá todo mundo no clima de amor e união e essas coisas todas, custa nada ir na onda. É verdade que deveriam lembrar de serem fraternos todos os dias e celebrarem coisas mais concretas e mais bonitas que o nascimento de um cara que ninguém nem chegou a conhecer... Maaas, não sejamos chatos, vamos abrir um sorriso e comer rabanada, sem dramas, sem frescuras. É tipo "deixa o povo ser feliz", sabe?

Você sabia?

Comer dá fome.

sábado, dezembro 23, 2006

"How does it feeeeel? How does it feeeeel? ...

... to be without a hoooome, like a completly unknooooown? Like a rollling stooooone?"

Dia bom com conversas despretensiosas, livros, passeio de bicicleta e vinho. Ahhh andar de bicicleta! Me senti uma clássica criança de apartamento se divertindo por dar meia dúzia de voltinhas em torno da praça. E sim, cantar no videokê é a diversão mais brega e certa pra pessoas bêbadas. A cor dessa cidade sou eu? Mas claro, e cheia de agudos desafinados.

Devia ser proibido por lei passar mais de dez dias sem fazer esse tipo de coisa.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Das duas fomes

Quarta e eu tentando absorver o máximo das novas informações simultâneas me confundindo. Panfletos e assinaturas e gente ao microfone na praça. As reações de indiferença foram apagadas pelas de entusiasmo. Surpresa de ouvir a voz de quem há muito quer falar. Mas o importante mesmo, o que eu senti, ah, isso eu só poderia dividir com vocês na hora, se estivessem lá. As palavras me estão fugindo e ainda não deu pra digerir e traduzir toda a coisa. Só dá pra dizer que ficou um gosto bom e um gás que eu estava precisando dar.
"We're making a move
we're making it now
we're coming out of the sidelines"

Imagine-se com fome e alguém com um prato do que você mais gosta passando diante dos seus olhos. Você vê, cheira, mas não pode comer. E sua fome aumentando... É, pois então, é por aí. Ontem deu fome, mas ah, desencontros sempre. Tão inesperados quanto os encontros nunca planejados. Será o Acaso bonzinho ou debochado? Acho que um pouco dos dois. Dizem que quanto maior a fome, mais gostosa a comida. Se as coisas seguirem nesse ritmo por mais tempo, acho que vou comer (com trocadilho, por favor) algo mais gostoso do que tudo o que já comi.

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Só pra constar: acho que esse template de agora é definitivo. Aquela estrada tava muito dark, nada a ver comigo. Esse aqui tá mais despretensioso, como todo o resto nesse bobolog.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Aceita-se sugestões de frases para o subtítulo

Tá bom, eu to com saudades do meu template feiosos e pobre.

Alguém sabe como tira esse "permalink' feio daqui debaixo? Ai ai... Queria não ser tecnologicamente semi-analfabeta nessas horas...

terça-feira, dezembro 19, 2006

Novidades por aqui!

Porque não é porque é minha lata de lixo emocional que isso deve parecer de fato lixo. Mas assim, ainda não me acostumei com a nova cara dele não. Procurei que nem doida por aí até achar algo que me agradasse e cheguei nessa estrada pra lugar nenhum aí encima. Legal, bacana, mas tá me parecendo meio pretensioso demais agora, olhando melhor... Não que meus escritos não mereçam uns adornozinhos mais elaborados, mas... Bem, talvez seja a falta de costume de quem nunca se importou muito com a aparência do blog. Até que gostei. Tá meio dramático, talvez... Com o tempo decido se fica assim ou não. Quem sabe essa coisa que eu vejo como pretensão não dê uma credibilidade maior as bobagens que escrevo aqui? É possível... Ainda faltam uns ajustes, modificar as cores dos posts anteriores, que agora já não servem pra essa cor de fundo. Torturo que lê isso aqui só com a falta de clareza das idéias, nunca com a falta de contraste. E achei essa foto aí muito grande também. Quem sabe se fosse mais fininha... Veremos. Procurei tanto e só via coisas de personagens ou cores que não me agradam. Gosto da neutralidade em algumas coisas, templates é uma delas. Esse não é o que eu chamo de neutro, mas tá valendo. Desçamos do muro uma vez ao menos abrindo mão da generalidade. E vamo vendo como fica.

PS: Me jogaaaando (não sei se de uma janela ou numa cama), mas to me jogando de novo. Quedas passadas? Quê isso?

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Será? Será?

Só saberemos agindo, beibe. Mas desconfio que sim. Ah, folhas em branco, adoro! Ah, capítulos inéditos, adoro!

sábado, dezembro 16, 2006

How soon is now?

You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

De passar o tempo

Saudades de bater cartão todo dia na biblioteca do Elefante Branco. Ficar lá entre os livros, os poemas, respirando literatura, preguiçosamente sentada naquele lugar de sempre, lá no fundo. Pertinho do vidro, pra ver a gente andando apressada por Caxias como formigas. Esquecer da hora até que a tia vem avisar-me que "já passa das 5, amanhã você continua seu livro, meu bem"... Mas, trabalhar é preciso... Sim, trabalhar nas férias, e essas têm sido muito melhores que as outras últimas que tive. O ócio pra mim é veneno e eu piro se ficar uma semana sem compromissos.

Descoberta

Dos Loser Manos. Já ouviu? Então, pois é, é por aí.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Coragem

Ao meu ritmo, vou caminhando, tropeço e levanto, sem tempo pra pensar no joelho ralado. Pode ser tarde pro mundo, mas não é tarde pra mim. Crescer dói, fazer escolhas dói e acho mesmo que os dois são só nomes diferentes pra mesma coisa. É difícil sim, e ninguém está disposto a esperar por alguém sempre atrasado. Mas, de algum modo, isso não me machuca. Cada um tem seu tempo e é besteira esperar que sigam nosso ritmo, assim como não se pode apressar o passo para acompanhar outros passos rápidos demais pra si mesmo. Pra tristeza dou um sorrisinho de quem já lamentou e agora levanta a cabeça. Porque por trás das perdas visíveis, há uma conquista que é só minha e está fora do alcance dos olhos.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Amanhecendo

Melancolias, esperanças e desapego no ar. Uma calma quase nervosa, frágil que nem cristal. Sem medos, sem nenhuma dor. Só a sombra do desejo passando lentamente e desinteressada pelos resultados da aposta, desejo sem machucar. Pés seguros num chão que não afundará e debaixo d'um sol morno, na pele fria. Tristeza feliz, num ritmozinho mole, despretensioso como um sambinha a falar de amores perdidos e suas lágrimas. Sorrisos solitários perdidos por minutos submersos na reflexão mais honesta. Beleza de ver o dia nascer entre bom-dias da gente bonita de tão simples. Cheiro do café, café bom. E a poeira a cobrir todo o mundo.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

De mudanças inesperadas...

Que talvez só tenham sido possíveis por eu ter-me demorado tanto num ponto nada favorável pra mim. Imposição benévola dos revezes, como a de um pai cauteloso e sábio, é o que chamam mudança. Conflitos dialéticos eternamente, e uma viva de quem aceita satisfeito para eles. Indecisão é só outro nome pra covardia e convicção nada tem a ver com segurança, é sim coragem, e esta é o meio e o fim em si, dispensando razões e a - utópica - inquestionabilidade de seus argumentos. Minhocas impalpáveis na cabeça não merecem o esforço de eliminá-las. Reconhecer que simplesmente não são pertinentes é o único movimento possível a fazer. Nem vomitar, nem engolir de volta: ter peito de não se ater a sintomas apenas. E é preciso ter peito, é preciso não considerar e não penhorar o auto-respeito. É sobretudo preciso não apostar a solidez dos próprios alicerces, bem inalienável. A vontade agora autônoma e liberta do jugo da necessidade de acerto. Liberdade, como vim a descobrir no revés, é não ter medo e conservar a serenidade dos que não se omitem nunca.

Que venham as borboletas: não entram mais no meu estômago.

domingo, dezembro 10, 2006

Das razões insondáveis

São 6:45 de um domingo de prova. Dormi de 1 às 6 e aguém acredita que farei uma prova descente? Pois nem eu, to indo pra forca, ou guilhotina, ou qualquer outro sinônimo de execução que preferir. A prova é às 9, mas não consigo mais dormir. Borboletas no estômago? Não, morcegos mesmo, apesar de morcego ser meio gótico e gótico, super cafona. A vontade de vomitar me acordou a noite inteira e a minha falta de coragem engoliu o que o estômago tentou expulsar, como sempre faço, sempre. Back to the beginnig, e o começo é tão insuportavelmente patético que sinto vergonha. Coisa, aliás, desnecessária, já que ninguém quer mesmo perder cinco minutinhos com uma pessoa negativa como eu, ninguém nem percebe o quanto é ridículo. Se é chato ouvir, mais chato é viver. Eu não consigo, tá difícil. Eu estou tentando, juro, mas tá foda. O mundo não tem tempo pra quem perde tempo e não tem segundas chances pra quem não soube usar as primeiras. E paciência com gente como eu é perder tempo até para os que entendem bem como é difícil resolver problemas que nem sequer existem fora de uma cabeça cheia de bobagens e insegurança. E me dá nojo estar tão resumida assim ao meu próprio umbigo, mas eu devo ser incapaz de olhar além dele. Eu achava que tudo dava errado por esperar demais das pessoas, até mudar de estratégia e ver que não esperar nada só aumenta o vazio interior. Depois achei que o problema era querer coisas que estavam fora do meu alcance, e isso ficou tão gravado na minha memória que hoje não quero nada, porque acho que tudo está fora do alcance. Covardia, pensei então que fosse. Daí comecei a tomar atitudes que nunca imaginei vindas de mim. Falei o que queria, fiz o que sentia que precisava. Me senti heroína por 30 bons segundos até ver que a vida não é uma comédia roliudiana, e que grandes atitudes me trouxeram grandes fracassos, maiores ainda do que os de antes. E principalmente, me deixaram vulnerável. Aí reconheci que não importa como me comporte, nada muda o que sinto. O erro é mais lá dentro e as atitudes nunca refletiram mesmo o que sou ou quero ser. Sem saída, então. Ou melhor, sem direção. Não há sequer ponto de partida para se começar algo. Não há nem mesmo a vontade de se começar mais nada.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Heaven knows I'm miserable now

Eu e pessoas definitivamente não combinamos. Desisto. Eu não sei lidar com elas e elas tampouco me compreendem. É sempre desproporcional, assimétrico, irregular. Pro inferno tudo e todos. Voltei ao ponto de partida justamente quando achei que havia saído do lugar. Sozinha, parabéns, é assim que eu devo mesmo ficar. Merda. Puta merda.

domingo, dezembro 03, 2006

Falei o que não queria.

Merda. Cadê você? Se o colorido desbotou, a gente ainda pode tingir...