São 6:45 de um domingo de prova. Dormi de 1 às 6 e aguém acredita que farei uma prova descente? Pois nem eu, to indo pra forca, ou guilhotina, ou qualquer outro sinônimo de execução que preferir. A prova é às 9, mas não consigo mais dormir. Borboletas no estômago? Não, morcegos mesmo, apesar de morcego ser meio gótico e gótico, super cafona. A vontade de vomitar me acordou a noite inteira e a minha falta de coragem engoliu o que o estômago tentou expulsar, como sempre faço, sempre. Back to the beginnig, e o começo é tão insuportavelmente patético que sinto vergonha. Coisa, aliás, desnecessária, já que ninguém quer mesmo perder cinco minutinhos com uma pessoa negativa como eu, ninguém nem percebe o quanto é ridículo. Se é chato ouvir, mais chato é viver. Eu não consigo, tá difícil. Eu estou tentando, juro, mas tá foda. O mundo não tem tempo pra quem perde tempo e não tem segundas chances pra quem não soube usar as primeiras. E paciência com gente como eu é perder tempo até para os que entendem bem como é difícil resolver problemas que nem sequer existem fora de uma cabeça cheia de bobagens e insegurança. E me dá nojo estar tão resumida assim ao meu próprio umbigo, mas eu devo ser incapaz de olhar além dele. Eu achava que tudo dava errado por esperar demais das pessoas, até mudar de estratégia e ver que não esperar nada só aumenta o vazio interior. Depois achei que o problema era querer coisas que estavam fora do meu alcance, e isso ficou tão gravado na minha memória que hoje não quero nada, porque acho que tudo está fora do alcance. Covardia, pensei então que fosse. Daí comecei a tomar atitudes que nunca imaginei vindas de mim. Falei o que queria, fiz o que sentia que precisava. Me senti heroína por 30 bons segundos até ver que a vida não é uma comédia roliudiana, e que grandes atitudes me trouxeram grandes fracassos, maiores ainda do que os de antes. E principalmente, me deixaram vulnerável. Aí reconheci que não importa como me comporte, nada muda o que sinto. O erro é mais lá dentro e as atitudes nunca refletiram mesmo o que sou ou quero ser. Sem saída, então. Ou melhor, sem direção. Não há sequer ponto de partida para se começar algo. Não há nem mesmo a vontade de se começar mais nada.
domingo, dezembro 10, 2006
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