domingo, julho 23, 2006

Dos danos cerebrais (e emocionais)

Qual seria o extremo da solidão? Acho que nada supera postar 6 vezes em 2 dias num blog que sempre foi tão abandonado quanto um cachorrinho vira-latas. Se por acaso alguém leu os 5 posts anteriores (o que é bem improvável) vai concluir facilmente que eu estou carente até a vertigem. Eu não queria dizer, eu bem que tentei disfarçar mas são 7 e meia da noite de um dia que teve pelo menos 72 horas, das quais 48 eu passei em frente ao pc, então você pode imaginar o estado do meu cérebro e pior, o meu estado emocional. Hoje deveria ser um dia divertido, se reclamo tanto é porque estava animada o suficiente pra fazer a semana seguinte valer só pelas imagens de hoje e no entanto eu estou aqui. As imagens de hoje até agora resumem-se a um tiozão me chamando de menina levada crente que tava abafando (eeeeeca) e eu de pijama, cabelo bagunçado e triste por ter deixado de me divertir por um compromisso que nem aconteceu. Ai, ai, eu to enjoada de mim porque tive que me aguentar o dia inteiro sozinha e sem intervalos.

É sempre a mesma coisa, sempre foi. Todos os garotos são enfadonhamente iguais, todos dizem as mesmas besteiras desinteressantes, que vês por outra dou corda pra achar no final tudo um saco difícil de carregar. Não entendo nem aceito como posso não conseguir me relacionar bem com as pessoas que mais gosto, e isso vale pra qualquer tipo de relacionamento... Estou à beira da assexualidade, eu acho. Ok, ok, não venha me dizer que isso não existe, eu sei. Mas o caso é que eu to tããão sem perspectivas nesse sentido que seria pretensão dizer que sou heterossexual. No máximo heterossexual não-praticante, apesar de essa coisa de não-praticante ser pra gente que não quer assumir que não é e pronto. Bem que a vida poderia ser como nas comédias roliudianas, nas quais todos acabam cada qual com seu par, as mulheres com seus homens fabulosos, quase-príncipes musculosos e sensíveis, e os homens com as gostosas mais maravilhosas, louras e doces como brigadeiro. Não que eu queira um musculoso... Nem faz meu tipo. Muito menos as gostosas louras, ainda mantenho a minha (teórica) opção sexual. O caso é que todos acabam com seu par ideal, com a pessoa dos seus sonhos. Nem to reclamando de não estar com a pessoa dos meus sonhos, to reclamando mesmo é de não ter pessoa dos sonhos pra sonhar, o que nem é tão ruim assim, na realidade, já que idealizações fazem mal. Mas que elas são um passatempo eficaz, ah são. Eu até conheço uma pessoa que, se não me fizesse feliz, ao menos me faria aprender tanto quanto não pude até hoje. Aliás, conheço duas mas certamente não daria nada certo, dadas as circunstâncias atuais. Nem sei também se seria capaz de me apaixonar por elas, acho mesmo que não, por motivos que não fica bem dizer aqui. Mais que alguém que goste de mim, eu quero muito gostar de alguém. Eu juro cara, que quando gostar de alguém eu vou tirar a Terra de órbita se for preciso pra ficar com essa pessoa. É isso, eu quero alguém que me motive a algo, qualquer droga que seja, mas me motive a algo maior que meu mundinho egocêntrico. Será que é querer demais? E essa pergunta nem é retórica, pergunto de verdade porque começo a desconfiar que isso seja mesmo querer demais. Quero sentir algo grande o suficiente pra não mais deixar como está pra ver como é que fica, como disse em algum dos posts anteriores. Quero não aceitar como está e lutar pra ficar, não do jeito que o acaso quiser, mas do jeito que eu quiser. Antes, naturalmente que preciso querer um jeito de as coisas ficarem e é esse o elemento ausente. Eu só sei que não quero assim, mas isso não me leva a nada. Saber que uma situação não é confortável, bem, qualquer babaca consegue saber. Mas saber como as coisas ficariam bem é que separa a gente normal dos retardados. Retardados não sabem o que querem, limitam-se a reclamar incessantemente. Muito prazer, sou a retardada-mor mesmo. Antes de terminar o post gostaria de informar que minha situação deve parecer mais patética e deprimente do que eu sinto que ela é. Isso não muda muita coisa, mas, enfim, dá pra ter uma idéia de como anda meu cérebro depois da maratona no pc, que nem sequer é capaz de reconhecer que tá numa merda absoluta.

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