Conversar com estranhos é uma solução pro tédio. Papo furado sem expectativas e até sem assunto. Eu devo estar realmente mal, preferindo estranhos à gente conhecida. Síndrome de balcão de bar, disse o último desconhecido com quem conversei. Sorte que ele também sofre do mesmo mal. Conversamos tanto e por tão longo tempo que eu cheguei a pensar que não sou capaz de ter um diálogo tão duradouro com um amigo meu. Ando bem relapsa com meus amigos. Aliás, ando bem relapsa até comigo mesma, de pijama às 5 da tarde, cabelo bagunçado e unhas por fazer, comendo chocolate. E se fosse só esteticamente estaria legal, ou pelo menos suportável, mas nem é. Às vezes dá vontade de andar pelada na rua só pra sair da rotina. Se é que posso chamar a ausência total de acontecimentos de rotina, já que rotina pressupõe repetição de algo e não há nada a que se repetir. Não sei como cheguei ao ponto de esquecer de tomar banho e do aniversário do meu melhor amigo, nem sei se alguma coisa poderia reverter a situação. Só sei que se esse domingo não acabar em 5 minutos eu morro de vaziite aguda.
domingo, julho 23, 2006
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