Quarta foi definitivamente um mês de progresso em 24h, que terminou com a minha adesão ao tratado de paz proposto pela minha mãe. É claro que a paz tem seu preço, por vezes caro, mas que já depois de tanta negociação, me pareceu muito simples e justo. Talvez falar de preço não seja uma boa, já que essa paz custará uns 200 reais por mês. De qualquer forma, ambas as partes parecem satisfeitas e aceitam as condições de bom grado. Ficou estabelecido o fim do regime de prisão domiciliar e a honestidade de minhas palavras, sem restrições. Não é nada fácil cumprir com essa regra, pois sempre resolvi meus problemas com minha mãe através de meios nada honestos, e diria até que os resolvia não os deixando surgir, usando de criatividade e discurso persuasivo. Ela, de sua parte, por vezes duvidava, mas por falta de provas contra engolia a nada saborosa desculpa. Meu discurso, no entanto, falhou o suficiente para sua credibilidade estar agora debaixo de sete palmos de chão. Recorramos então a outros métodos. Façamos o jogo alheio, como sempre, mas sob outra perspectiva. Façamos de maneira honesta, de modo a recuperar o poder de argumentação e questionamento perante à ordem. Há, é importante lembrar, um novo elemento a meu favor que figura, possivelmente, o resumo dos porquês de eu ter aceitado a mudança de tática. Este é a condição e a arma para que tudo funcione e o tratado perdure. O psicólogo, e essa palavra ecoa e ecoa nos meus ouvidos. Não de maneira a incomodar, mas soa bonito e acaricia os tímpanos. Nova fonte de argumentos, estes não fundados agora na pirraça de uma adolescente rebelde, e isso é tão cafona, mas fundados nas palavras de um profissional. Que moral que ela me deu, a psicóloga, que moral! Os outros dias têm sido o desenrolar natural dos acontecimentos, conforme o previsto mesmo. Sexta fui dar uma de interessada nos negócios familiares indo trabalhar com o papai. Mas foi um dia longo que merece um post exclusivo, fica pra outra hora.
sábado, julho 29, 2006
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