quinta-feira, agosto 10, 2006

Duas voltas ao redor do vazio

Menos trágico, que a situação não é digna de grande emoção. Mais vazio, que as feridas são pela ausência das coisas. Não tão claro, por não se definir o limite da saudade e do tédio. Nem tanto assim obscuro, como o resto todo que é uma série longa de clichês. O resto de sorrisos e o fim das lágrimas, o conveniente apático cai como a tarde quente e preguiçosa. Das janelas empoeiradas, sol a invadir a consciência e inquietar o coração, acusando a vida e suas covardias omissas. A gente na rua passa, como passam carros, como passa o tempo, e esse passa claro como estes domingos de calor, a se arrastarem pesadamente por entre frustrações. As mãos já não poderiam esclarecer para outras mãos se isso assim é carinho ou o que seria então. Escuro abafado dentro do pequeno mundo de vontades esmagadas, escuro que não se vê. Vontades que não se compreende delas a dificuldade de deixarem de ser apenas vontades. E o amor debochadamente se faz distante, e se volta já não há mais seu lugar. Se volta, não se reconhece, pois, sua careta de gozador que ficou perdida nas lembranças já não visitadas. Valeria então agora se...? Ora... não.

2 comentários:

Bog Grejine disse...

quanto tempo :-)
eu escreveria um trecho de Dorian Gray pra vc agora, mas não me lembro exatamente e vc poderia se ofender.
Bjus, t adoro

Anônimo disse...

Éééééé, sem palavras... li todos os seus posts, e, quer saber, quando eu crescer quero ser igual a vc! rs
Bjus