sábado, abril 29, 2006

A felicidade vai desabar sobre os homens

A primeira impressão é que as ruas se transformaram naquelas do bairro pobre que respira liberdade e um misto de esperança com tristezazinha pequena. Que nada, são só os óculos escuros que fizeram do cinza de tudo amarelo debaixo da luz. As árvores que nunca percebi balançando tímidas com - pasmem- florezinhas no alto das copas. E o sol que me olha por trás dos galhos e por trás das casas no morro. Dia estranho e só vejo sorrisos, sou toda sorrisos também. A correria da gente parecendo tão boba e diminuo o passo. Pena não ter minha câmera aqui, eu penso. Um molequinho deixa cair o sorvete no chão, faz bico batendo o pé e eu acho mesmo que isso é o limite de tristeza que cabe nesse dia. Os ônibus até parecem mais lentos, de tanto que eu insisto em achar em tudo um pedacinho do poema que andei ruminando por esses dias. Porém nesse espaço pequeno de tempo, enquanto caminho numa direção que evito por força do hábito, não cabe nenhuma cogitação séria ou qualquer tentativa de verbalizar as imagens tão comuns quanto preciosas que vou encontrando. Beleza inesperada eu achei hoje numa cidade que me sempre a nega chamada Caxias. Dá vontade de cantar assim:

"Menina , amanhã de manhã
quando a gente acordar
quero te dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens, vai
desabar sobre os homens."

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa q lindo, espero q esse sentimento seja constante nesses dias!!!
Tô muito feliz com vc Maninha!!!
Tô comenatando, aqui pq...
vc sabe q eu t amo NINA!!!
Bjão!!!