O homem no chão pede
-Uma moedinha, siô!
-Sora dá um real!
e os passantes nada vêem.
No chão da passarela escorre o mijo do pedinte
como ácida acusação aos narizes.
O mijo fede à indiferença
amarelamente, desumanamente burguesa.
domingo, maio 28, 2006
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2 comentários:
aiai, que saudade dos meus 16 anos, nem foi a tanto tempo, mas tanta coisa mudou.
Quando a paisagem é feia se fecha a janela ...
Beijããããããooooo
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